Mundial de Superbike anuncia mudanças no regulamento técnico a partir de 2024

Visando o aumento da competitividade e a sustentabilidade no esporte, Mundial de Superbike anunciou mudanças no regulamento da próxima temporada

Com o objetivo de tornar o esporte mais sustentável do ponto de vista ambiental, e também para melhorar a competitividade, a comissão de Superbike se reuniu inúmeras vezes nas últimas semanas para definir o caminho que o Mundial de Superbike terá de seguir nos próximos anos. Assim, o grupo anunciou novas diretrizes que entram em vigor já em 2024, enquanto outras seguem em análise para 2025.

A comissão, que dentre alguns nomes conta com Gregorio Lavilla, diretor-executivo do WSBK, Biense Bierma, secretário geral da MSMA, e Paul King, diretor de comissão de circuito da FIM, decidiu criar regras para continuar equilibrando o desempenho dos equipamentos, ao mesmo tempo que limita o seu desempenho por razões de segurança.

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Esporte também deve se tornar mais sustentável (Foto: WSBK)

Por isso, alguns conceitos foram decididos e serão devidamente elaborados nas regras técnicas da temporada 2024 do Mundial de Superbike. A primeira delas é o controle de fluxo de combustível.

Pensando no lado ambiental e também para fornecer uma forma de os fabricantes aumentarem o desenvolvimento das motos nessa área, foi definido que, a partir de 2025, será obrigatório o uso de um sistema de controle de fluxo de combustível.

Para o ano que vem, duas motos de cada fabricante serão obrigadas a instalar o medidor de fluxo e registrar os dados durante as atividades para validá-lo para a temporada 2025 do Mundial de Superbike. Ademais, o tanque de combustível será reduzido e terá capacidade fixada em 21 litros.

O peso combinado entre piloto e moto também foi alterado e, junto disso, alterou-se a regra sobre limites de RPM. Em 2024, o limite de rotações será definido antes do início do ano pelo acordo FIM-DWO-MSMA e não serão reduzidos durante a campanha (com isenção da intervenção de redução de RPM FIM-DWO em caso de ultrapassagem da superconcessão). O artigo 2.4.2.2 (cálculo de balanceamento) relacionado às reduções de RPM será cancelado.

O peso do virabrequim e do eixo de equilíbrio agora poderá ser modificado em mais, ou menos, 20% do peso homologado durante a inspeção da FIM. Por fim, o cálculo de checkpoint e token de concessão também sofreu mudanças e será revisado a cada dois eventos — diferente de hoje que acontece a cada três.