Michelin descarta “problema de fabricação e qualidade” com pneu de Martín no Catar

Chefe da Michelin, Piero Taramasso afirmou que a fábrica francesa segue analisando os dados, mas descartou problemas de fabricação e qualidade com o pneu usado por Jorge Martín no GP do Catar da semana passada

Chefe da Michelin, Piero Taramasso descartou “problemas de fabricação e qualidade” com o pneu usado por Jorge Martín no GP do Catar da semana passada. O dirigente explicou, porém, que a marca segue analisando os dados da corrida para poder entender mais profundamente o que aconteceu.

No último domingo, depois de vencer a corrida sprint, Martín teve uma atuação desastrosa no GP e recebeu a bandeirada apenas em décimo. Após a corrida, o espanhol esbravejou contra a Michelin e afirmou que teve a chance de brigar pelo título “roubada”, uma vez que viu a vantagem de Francesco Bagnaia na liderança do campeonato saltar para 21 pontos.

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A Michelin, então, levou o pneu para a sede da fábrica para poder analisá-lo, mas não encontrou nenhuma irregularidade de fabricação ou qualidade.

“Acho que todo mundo sabe o que aconteceu no Catar. Jorge deu uma declaração bem forte em relação à Michelin, mas nós entendemos a posição de Jorge, que está lutando pelo campeonato. Sabemos que pilotos têm muita adrenalina”, disse Taramasso ao site da MotoGP. “Nós falamos com Jorge, com a Pramac e com a Ducati, claro. Nós levamos esse assunto muito a sério. Logo após a corrida, levamos todos os pneus para Clermont Ferrand e começamos a checar todo o processo de fabricação, todos os parâmetros. O que posso dizer no momento é que não havia nenhum problema de fabricação ou problema de qualidade com o pneu traseiro de Jorge. Isso é o mais importante para nós”, seguiu.

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Jorge Martín considerou que talvez tenha falado demais no Catar (Foto: Divulgação/MotoGP)

Taramasso explicou que, graças a colaboração de Pramac e Ducati, a Michelin ainda tem muitos dados para analisar, mas já apresentou as informações iniciais aos envolvidos.

“Graças a Ducati e a Pramac, coletamos alguns dados da corrida, também da sprint, e começamos a analisar. Ontem nós compartilhamos essa análise com a Pramac e a Ducati e concordamos em relação à conclusão”, relatou. “A conclusão ainda não está 100% clara, mas levantamos algumas hipóteses, um caminho em que precisamos trabalhar para sermos mais precisos”, apontou.

“Nós concordamos que a performance de Jorge não estava em sintonia com o que todo mundo estava esperando, especialmente da volta 7 até o final da corrida. Agora nós ainda estamos trabalhando, pois temos muitos, muitos dados para analisar. Faz só três dias que a corrida acabou no Catar, então estamos trabalhando em hipóteses diferentes”, explicou. “Uma das hipóteses tem relação com a janela de funcionamento do pneu traseiro, do composto traseiro duro. Sabemos que ela é um pouco estreita, então precisamos seguir trabalhando nisso e aí teremos mais respostas mais tarde”, concluiu.

O GRANDE PRÊMIO procurou a Michelin para saber se a fábrica tem alguma estatística relacionada a falha em pneus, mas a fábrica garantiu que o processo de fabricação está sujeito a um controle muito rigoroso.

“No que diz respeito a possíveis problemas de produção, na teoria eles não existem, pois a produção dos pneus da MotoGP está sujeita a um processo de controle muito rigoroso, como é o caso de todos os produtos de primeira linha fabricados”, disse um porta-voz da Michelin ao GP.

Na quinta-feira, ao falar com a imprensa, Martín afirmou que uma resposta final da Michelin poderia levar de dois a três meses.

“Com certeza, foi uma corrida dura e eu sofri bastante. Desde a primeira volta. Ainda não tenho nenhuma resposta, e essas coisas levam tempo”, disse Jorge. “Talvez eu tenha falado um pouco demais depois da corrida, porque sou uma pessoa realmente impulsiva, mas não sabemos o que aconteceu. Vamos ver o que acontece em um ou dois meses”, completou.

Como a própria Ducati já tinha feito, Francesco Bagnaia ressaltou que também teve problemas com pneus durante a temporada “muitas” vezes.

“Pode acontecer. Não posso quantificar, não é possível. Mas, no mínimo, quatro ou cinco vezes”, completou.

O treino da MotoGP para o GP da Comunidade Valenciana, no circuito de Valência, acontece nesta sexta-feira, às 11h. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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