Marc Márquez diz que Gresini “fez meio que uma aposta” ao esperá-lo: “Não prometi nada”

Marc Márquez contou que assinou com a Gresini apenas na manhã desta quinta-feira (12). O #93 ressaltou que só decidiu na semana passada

Marc Márquez avaliou que a Gresini fez uma aposta ao esperar pela decisão dele de seguir ou não com a Honda. O espanhol contou que confirmou à equipe de Nadia Padovani que faria a mudança há pouco mais de uma semana, mas assinou o acordo apenas nesta quinta-feira (12), já em Mandalika.

O hexacampeão da MotoGP começou o ano com um contrato com a Honda até 2024, mas, ao longo do ano, surgiram rumores de que ele poderia fazer uma mudança. Na semana passada, a montadora japonesa anunciou a separação antes do fim do atual contrato.

Marc Márquez não quer viver das glórias do passado (Foto: Repsol)

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O irmão de Álex, que revelou durante o teste de Misano que tinha opções A, B e C, preferiu guardar segredo em relação às alternativas que considerou, mas ressaltou que, diferente da Honda, não podia se dar ao luxo de esperar pela RC213V.

“Tinha diferentes opções, mas não vou dizer, pois respeito todas essas equipes e todas essas opções. Mas quem me esperou foi a Gresini, eles fizeram meio que uma aposta, pois eu não prometi nada”, disse Marc. “Decidi na noite da terça passada, na quarta-feira tive a ligação com o Japão, achamos que era a melhor opção para o projeto, pois acredito que eles precisem de tempo, precisam colocar todo o orçamento na moto. Uma fábrica, uma marca, eles têm tempo, mas um atleta? Nós não temos muito tempo. Se você perde um ano, é um ano a menos que você tem na sua carreira”, ponderou.

Márquez destacou que começou o ano sendo competitivo a custa de muito risco, mas, aos poucos, a ida para a equipe de Faenza começou a ser uma alternativa.

“É verdade que eu fui ‘competitivo’ na primeira parte da temporada, mas não de uma maneira boa. Eu estava correndo muito, muito, muito risco. Comecei a segunda parte da temporada com uma abordagem diferente. Agora corro riscos, mas não da mesma forma que na primeira parte da temporada”, comparou. “Tive muitas lesões, foi difícil, mas quando você está lesionado ou em um momento difícil, você não pode tomar nenhuma decisão. Foi isso que eu aprendi no passado, que é preciso ser paciente”, ponderou.

“Corrida a corrida, foi super difícil, pois a cada fim de semana, até mesmo a minha mentalidade mudava um pouco. Tive muitas dúvidas, mas, ao mesmo tempo, tive contato com a Gresini naquela época e disse a eles: ‘Não vou avançar com nenhum contrato. Se quiserem me esperar, me esperem, mas não posso prometer nada’. A minha decisão foi tomada na última terça-feira, depois do GP do Japão. Como eu disse, estou saindo da minha zona de conforto. O caminho mais fácil era ficar na Honda, a situação estava sob controle, a moto estava sob controle, a minha equipe está lá, tinha um grande salário. Essa era a solução fácil. Mas se eu quisesse cuidar de mim e da minha carreira, precisava encontrar um novo desafio. E o novo desafio, o melhor lugar, acho que era a Gresini em 2024”, completou.

MotoGP volta às pistas no próximo dia 15, com o GP da Indonésia, que acontece em Mandalika. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como de Moto3 Moto2.

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