Marc Márquez confirma “reunião produtiva” com cúpula da Honda, mas pressiona por reação

O hexacampeão da MotoGP confirmou que se reuniu com Shinji Aoyama, o número 2 da Honda, e com Koji Watanabe, presidente da HRC, para falar sobre a crise de performance da RC213V

Marc Márquez confirmou que se reuniu com a alta cúpula da Honda para tratar os problemas da marca na MotoGP. O espanhol de Cervera classificou a reunião como “produtiva”, mas ao deixou de fazer cobranças e pediu “alguma reação”.

Marc, que perdeu algumas corridas no início do ano por causa de uma fratura na mão direita, registrou no GP da Itália o quarto abandono seguido, um feito inédito na carreira do #93. Agora, aparece apenas na 18ª colocação do Mundial de Pilotos, 116 pontos atrás do líder Francesco Bagnaia

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Neste cenário, Márquez se reuniu com Shinji Aoyama, número dois da Honda, e Koji Watanabe, presidente da HRC. Chefe da equipe na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, Alberto Puig não estava presente no encontro.

“Sim, saiu na mídia. E é verdade”, confirmou Marc Márquez. “Tive uma reunião muito importante com Aoyama, que está em uma posição muito importante na Honda. E também com Watanabe, da HRC”, seguiu.

Marc Márquez chegou a quatro abandonos seguidos na MotoGP (Foto: Repsol)

“Foi uma reunião produtiva. Acho que foi bom”, avaliou. “Mas as reuniões são todas boas! Agora, precisamos ver algo no futuro”, pressionou.

Márquez destacou que, com Álex Rins, Joan Mir e Takaaki Nakagami, a Honda têm pilotos muito bons e precisa fazer algo por todos eles.

“Disse a eles que meu comprometimento nas próximas corridas será total, para melhorar o projeto e estar em melhor forma para o futuro Para todos os pilotos da Honda”, contou. “Não é a primeira reunião que tenho com a HRC e a Honda. Foi importante. A sensação foi boa, mas, em um futuro breve, precisamos ver alguma reação”, insistiu.

“Temos pilotos muito bons na Honda e precisamos fazer algo mais para lutarmos pelas posições da ponta”, defendeu.

O hexacampeão não confirmou, porém, se o próprio futuro na MotoGP entrou em pauta e nem tampouco se fez algum pedido específico à cúpula da fábrica. O contrato atual é válido até 2024.

Em entrevista ao jornal espanhol Marca, Watanabe disse ver Márquez como “parte da família”, mas destacou não ter medo de perder o piloto.

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