Gresini conclui troca sem precedentes e confirma chegada de Marc Márquez em 2024

Dias após a confirmação da Honda do fim precoce da relação com Marc Márquez, a Gresini colocou um ponto final no suspense e anunciou a chegada do espanhol em 2024. Como acordo, o piloto de 30 anos vai formar par com o irmão Álex no próximo ano

A MotoGP tem um encontro com a história). Em um lance sem precedentes, Marc Márquez abandonou um contrato com a Honda antes do fim para fechar com a Gresini. O anúncio foi feito pela equipe de Faenza nesta quinta-feira (12), dias após a confirmação da ruptura com a HRC.

O #93 começou a temporada com contrato vigente até 2024 — um vínculo assinado ainda em fevereiro de 2020. O acordo de quatro temporadas era atípico na MotoGP, mas refletia os anos de sucesso. Desde que chegou à classe rainha do Mundial de Motovelocidade, em 2013, Marc tinha sido derrotado apenas uma vez, em 2015, e faturado impressionantes seis títulos, inclusive no ano de estreia.

Marc Márquez fechou com a Gresini para 2024 (Foto: Gold & Goose/ Red Bull Content Pool)

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A sequência, porém, não foi assim tão bem sucedida. Na primeira corrida de 2020, em Jerez de la Frontera, uma forte queda acabou por impactar fortemente o destino do espanhol. Uma fratura no braço direito resultou em quatro cirurgias e três anos praticamente jogados fora — também por imprudência na condução da recuperação clinica.

Na ausência de Marc, ficou explicita a dependência da Honda ao talento do espanhol. Sem ele, os resultados desapareceram. Mas, mesmo antes disso, os indícios de crise já eram claros, como ficou evidenciado com a desastrosa passagem de Jorge Lorenzo pela Repsol Honda.

Durante esse período, Márquez pressionou por mudanças, inclusive publicamente. Mas não sentiu resultados. A gota d’água veio após o teste de Misano, uma atividade primordial para o futuro, já que é o primeiro contato com os protótipos de 2024.

A Gresini, por outro lado, era sedutora. Mesmo tendo passado por uma reestruturação recente, com Nadia Padovani assumindo o comando após a morte de Fausto Gresini, a equipe e Faenza tem nas mãos uma moto competitiva, mesmo que desatualizada, e foi de lá que saiu um dos atuais pilotos da Ducati: Enea Bastianini.

Mas se o currículo não fosse o bastante, a indicação era. Irmão de Marc, Álex estreou na equipe em 2023, após três anos muito difíceis com a Honda, e logo foi seduzido pelos encantos da Desmosedici. O caçula da família Márquez jamais poupou elogios à moto.

Aos 30 anos, Marc entende que não tem tempo a perder. Ao invés de esperar por uma evolução da RC213V — que não tem data para acontecer —, o #93 optou por colocar as mãos na melhor moto do grid e tentar voltar à velha forma.

Se isso vai garantir um salto para a Ducati oficial em 2025, ninguém sabe. Mas, ainda que não seja esse o caminho, mais portas estarão abertas, inclusive em fábricas como a KTM e a Aprilia, por exemplo.

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