Acosta vê salto para MotoGP ainda indefinido, mas avisa: “Moto2 não é opção”

Vice-líder da Moto2, Pedro Acosta descartou seguir na classe do meio do Mundial de Motovelocidade na temporada 2024, mas afirmou que ainda não tem o futuro indefinido

Pedro Acosta afirmou que seguir na Moto2 na temporada 2024 “não é uma opção”. Espanhol destacou que confia na KTM, mas reconheceu que não tem nada definido para o próximo ano.

Pedro tem contrato em vigor com a KTM até o próximo ano, mas o vínculo conta com uma cláusula de saída: a possibilidade de saltar para a classe rainha com outro fabricante.

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Ao site espanhol Motorsport, Albert Valera, agente de Acosta, explicou que o piloto vai seguir atrelado à marca, que ainda precisa encontrar um lugar para colocá-lo.

Pedro Acosta esá decidido a saltar para a MotoGP em 2024 (Foto: Ajo)

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“Queremos das a primeira oportunidade a KTM de subir com eles para a KTM, apesar das opções que contempla o acordo entre ambas as partes”, disse Valera. “A KTM sempre se comportou muito bem com Pedro, e ele está muito grato”, seguiu.

Assim, Acosta tem de comunicar a decisão de seguir preso ao contrário à KTM até o fim do mês. A partir daí, cabe a casa de Mattighofen encontrar uma RC16 para o espanhol em 2024, já que ele se recusa a seguir na Moto2.

“Está chegando, está chegando”, disse Pedro. “No momento, não tenho nenhuma atualização sobre a KTM. Como eu disse na semana passada e mês passado também, acredito neles, deixo tudo nas mãos deles. Sei que eles estão trabalhando super duro e, como disse, é um projeto em que fiz a minha evolução, e pode ser muito legal ir desde a Rookies Cup até a MotoGP”, continuou.

“Além disso, a moto agora é bastante competitiva. Talvez não seja a principal fabricante, mas, de qualquer forma, acho que será uma corrida de meia distância, um trabalho de meia distância. Talvez não seja este ano e nem o próximo em que ela será a principal fabricante, mas tenho certeza que em dois ou três anos eles serão muito competitivos e poderão lutar pelo campeonato. Por isso, acredito bastante neles”, comentou.

Ainda, Acosta, que está na briga pelo título da Moto2 com Tony Arbolino, assegurou que permanecer na categoria intermediária do Mundial de Motovelocidade em 2024 não é uma opção.

“Não é uma opção. Não é uma opção. É verdade que o caminho precisa mudar bastante para começar a pensar em Moto2, mas, no fim, sou um piloto que precisa de um novo alvo. Acho que, se continuarmos brigando pelo título da Moto2, talvez isso signifique que estamos prontos para ir para a MotoGP”, ponderou.

Perguntado, então, se está 100% confirmado que ele estará na MotoGP em 2024, Pedro respondeu: “Não, nada está confirmado no momento. No fim, agora eles têm quatro motos, os quatro pilotos que eles têm estão pilotando muito rápido. Eles agora têm de buscar alternativas. Mas, como eu disse, acredito neles”.

“Não sei, não sei [quão próximo está de uma definição]. Entreguei toda a pressão para o meu agente. Eu estou bem ficado na Moto2 agora e não quero cometer os erros que cometi quando estava lutando pelo título da Moto3. Por isso, entreguei a pressão para ele”, encerrou.

A questão é que, no momento, a KTM não tem moto a oferecer. Brad Binder e Jack Miller têm contratos com o time de fábrica até 2024, enquanto Pol Espargaró também está certo para seguir na GasGas Tech3. A posição mais frágil é a de Augusto Fernández, que tem um acordo de um ano, com a possibilidade de ser renovado por mais um.

Desde o anúncio do salto do campeão do ano passado da Moto2 para a MotoGP, Augusto é rotulado apenas como um stand-by de Pedro, uma afirmação que incomoda Hervé Poncharal, chefe da Tech3. Porém, a performance do piloto tem agradado, o que dificulta uma eventual dispensa por parte da KTM.

MotoGP volta às pistas já no próximo final de semana, de 23 a 25 de junho em Assen, para a disputa do GP da Holanda. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial e Motovelocidade 2023.

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