O'Sullivan domina corrida 2 da F3 na Hungria e vence com tranquilidade. Bortoleto é 7º

Zak O'Sullivan passeou na pista de Hungaroring e cruzou a linha de chegada com pouco mais de 2s de vantagem sobre Dino Beganovic. Franco Colapinto completou o pódio, enquanto Gabriel Bortoleto ficou em sétimo

Zak O'Sullivan não tomou conhecimento dos adversários e dominou a corrida 2 da Fórmula 3 na Hungria, realizada neste domingo (23). O piloto da Prema liderou de ponta a ponta e cruzou a linha de chegada com mais de 2s de vantagem sobre o companheiro de equipe, Dino Beganovic. Franco Colapinto terminou em terceiro.

A corrida foi bastante movimentada, com intensas disputas e várias trocas de posições, sobretudo no principal ponto de ultrapassagem da travada pista húngara, o final da reta dos boxes. Destaque para Josep María Martí, que escalou o pelotão do 13º ao sexto posto, num impressionante ritmo apesar do risco com o alto desgaste dos pneus.

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Oliver Goethe ficou em quarto, à frente de Paul Aron. Gabriel Bortoleto completou na sétima colocação, com Jonny Edgar em oitavo. Leonardo Fornaroli e Mari Boya fecharam o top-10. Caio Collet completou em 19º, logo à frente de Roberto Faria.

A Fórmula 3 volta já no próximo final de semana, entre os dias 28 e 30 de julho, para a disputa da rodada da Bélgica, a penúltima da temporada 2023. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.

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Largada da corrida principal da F3 na Hungria (Foto: F3)

Confira como foi a corrida principal da F3 na Hungria:

O desgaste excessivo de pneus na corrida sprint em Hungaroring fez com que a categoria reduzisse o número de voltas da principal de 24 para 19, ou seja, o mesmo número de giros da primeira prova do final de semana. Com a pista na manhã de domingo já batendo nos 38,1°C, o desempenho da borracha mais uma vez esteve no centro das atenções.

No grid, vários pilotos punidos, entre eles, Caio Collet, que perdeu cinco posições, caindo para 24º por conta de uma infração que penalizou todos os representantes da Van Amersfoort. Nikola Tsolov também teve de pagar três lugares, caindo para décimo e favorecendo Bortoleto, que ganhou um posto.

Luzes apagadas, Zak O'Sullivan partiu em diagonal, buscando já o traçado ideal para contornar a curva 1 à frente. Bortoleto também buscou escalar o pelotão logo no início, mas sem sucesso, mantendo a oitava posição. Na verdade, os dez primeiros lugares se mantiveram, enquanto Martí ganhou dois e fechou o giro 1 em 11º. Browning, um pouco mais atrás, foi quem mais ganhou posições, subindo de 17º para 14º, enquanto Collet já aparecia em 21º.

No giro 4, Martí usou o DRS para buscar a décima posição para cima de Tsolov e teve sucesso. Enquanto isso, O'Sullivan abria 1s3 para Beganovic, que levava 1s2 para Fornaroli. Colapinto, Goethe, Aron, Edgar, Bortoleto, Mansell e Martí fechavam o primeiro top-10.

Dentro desse pelotão, a distância mais próxima era entre Mansell e Bortoleto, apenas 0s3, mas o líder da temporada também vinha bem perto de Edgar, também a 0s3. Enquanto a televisão recuperava o vencedor da sprint, Minì, sendo ultrapassado por dois carros ao final da reta principal, Gabriel buscou a mesma manobra sobre o piloto da MP na abertura da volta 6, colocando por dentro e assumindo o sétimo posto.

Pouco a pouco, as distâncias iam afunilando, formando o trem do DRS, porém com mais ultrapassagens que o costumeiro. Destaque para Martí, já deixando Mansell para trás e buscando Edgar para ter à sua frente Bortoleto, uma briga direta pelo título da F3 2023.

O espanhol da Campos buscou a manobra no melhor ponto do travado circuito húngaro, o final da reta principal, e conseguiu trazer o carro para a melhor linha para efetuar a ultrapassagem sobre o piloto da MP. A distância para Bortoleto, porém, já era mais de 2s, obrigando o jovem de 18 anos a forçar o ritmo e, consequentemente, desgastar mais os pneus.

Na volta 9, Colapinto mergulhou para cima de Fornaroli e conquistou o terceiro posto numa bela manobra. O'Sullivan, por sua vez, abria distância para o companheiro de equipe, Beganovic, colocando já 3s3 de frente, enquanto Goethe levava a melhor no duelo caseiro da Trident e superava Fornaroli na briga pelo quarto lugar.

Martí, então, começou a tirar consideravelmente a diferença para Bortoleto, colando na traseira do carro da Trident na volta 10. Na abertura do giro seguinte, então, o espanhol tentou a ultrapassagem no final da reta principal, mas errou o ponto de freada na curva 1, passando reto e indo parar na área de escape, enquanto Bortoleto seguiu em sétimo. Só que ele tentou novamente a manobra no giro seguinte, dessa vez com sucesso e abrindo 1s para o brasileiro.

"Vamos!", vibrou o espanhol pelo rádio com a equipe Campos ao efetuar a ultrapassagem no miolo do circuito magiar. Com o carro rendendo muito, Martí ganhou mais uma posição, agora para cima de Fornaroli, assumindo o sexto posto. Mas a disparada não era em vão: com o resultado de pista até a volta 16, O'Sullivan, com vitória e volta mais rápida, deixaria a rodada da Hungria na vice-liderança por apenas um ponto, jogando Martí para terceiro.

Bortoleto, ainda com uma vantagem confortável na classificação, não quis saber de matemática e superou Fornaroli na curva 1, subindo para sétimo.

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