Fórmula 2 tenta, mas vê chuva forte criar caos e desiste de realizar sprint na Holanda

Não teve corrida sprint, essa é a verdade. Por mais que a Fórmula 2 tenha tentado, o temporal que caiu sobre Zandvoort neste sábado (26) impediu a continuidade da prova

À la Bélgica 2021, a chuva impediu que a Fórmula 2 realizasse a corrida sprint neste sábado (26), na Holanda. Na verdade, a categoria até tentou alguma coisa em meio ao aguaceiro de Zandvoort, mas o forte acidente logo na primeira volta, envolvendo Jak Crawford, Kush Maini e Ralph Boschung trouxe a bandeira vermelha.

Após uma paralisação de cerca de 30 minutos, a direção de prova tentou o recomeço, mas as condições eram impraticáveis. Com o relógio já na tela, faltando 17 minutos para o fim, não teve jeito: corrida encerrada, com Isack Hadjar na frente, e tudo porque o francês se beneficiou de um problema com o pole, Théo Pourchaire, antes mesmo da largada. Como o piloto da ART partiu do pit-lane, foi o representante da Hitech quem 'cruzou' a linha de chegada em primeiro.

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A Fórmula 2 volta à pista neste domingo, a partir das 5h, para a largada da corrida principal da etapa da Holanda, em Zandvoort. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2023.

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O toque entre Crawford e Maini acabou iniciando um problema que terminou com Boschung embaixo do companheiro (Vídeo: F1 TV/DAZN)

Confira como foi a corrida sprint da F2 na Holanda:

Após a classificação, como já é de praxe, vários pilotos foram chamados à sala dos comissários para explicações e dois sofreram sanções para a corrida sprint: Richard Verschoor perdeu três posições no grid, caindo de 14º para 17º, por atrapalhar Zane Maloney, e Auymu Iwasa precisou partir do 16º após fazer o 12º tempo.

No pelotão da frente, Pourchaire teve problemas e precisou largar dos boxes, o que deixou Isack Hadjar como o 'pole-position'. O principal adversário do francês na briga pelo título, Frederik Vesti, alinhou no oitavo colchete. Já Fittipaldi, um dos inúmeros pilotos atrapalhados pelo festival de bandeiras vermelhas na classificação, ficou apenas em 19º.

Só que todos teriam um desafio e tanto pela frente: chuva torrencial em um circuito que, embora não seja de rua, os muros são muito próximos. Por questões de segurança, a direção de prova optou pela largada atrás do safety-car e atrasou o início em oito minutos, com o novo horário marcado para as 13h23 locais (8h23 de Brasília).

Calçados com os compostos de chuva extrema, o grupo foi para a volta de apresentação, com Victor Martins, agora o oficial segundo colocado, já partindo com o carro todo de lado, dando provas de que não seria nada fácil segurar o bólido em meio ao aguaceiro de Zandvoort.

O safety-car, então, recolheu no giro seguinte, com a direção de prova autorizando a largada em movimento. Hadjar segurou até o limite, mas manteve-se na ponta, com Martins em segundo e Oliver Bearman ganhando a posição de Juan Manuel Correa em uma bela manobra.

Só que o caos não demorou a acontecer, pois F2 + chuva torrencial + pista com muros próximos não poderia nem sequer começar bem. Assim que a largada em movimento foi autorizada, Kush Maini acertou Jak Crawford em meio ao spray e voltou à pista como passageiro. Ralph Boschung, sem qualquer visibilidade, pegou o companheiro de equipe de frente em 'T'.

O forte impacto fez o carro do indiano ficar por cima do bólido do suíço. Mais uma vez, o halo evitou que uma tragédia acontecesse, mas Boschung desceu mancando e segurando as costas. A direção de prova acionou a bandeira vermelha. As imagens recuperadas mostraram o carro da Campos de Boschung completamente destruído.

A corrida recomeçou às 14h locais (9h de Brasília), após quase 30 minutos de paralisação. Pelo rádio, a Trident informou a Roman Stanek que seriam 22 minutos de prova mais uma volta — e, de fato, a direção de prova colocou o cronômetro na tela. Hadjar puxou a fila, seguido por Martins, Bearman, Correa, Maloney, Doohan, Vesti, Novalak, Hauger e Daruvala completando top-10. Antes da confusão, Fittipaldi conseguiu de uma vez quatro posições, realinhando em 15º.

Só que o temporal não dava trégua, e a decisão não foi outra a não ser acionar mais uma vez a bandeira vermelha, obrigando os pilotos a recolherem novamente para o pit-lane. A diferença, no entanto, é que o relógio seguiria na regressiva.

Volte em instantes.