Novalak sobrevive ao caos na corrida 2 da Holanda e vence 1ª na F2. Fittipaldi é 7º

Clément Novalak sobreviveu ao caos em Zandvoort e venceu pela primeira vez na Fórmula 2. Enzo Fittipaldi completou em sétimo, enquanto os principais postulantes ao título tiveram um domingo para esquecer na Holanda

Não teve chuva, mas a corrida 2 da Fórmula 2 na Holanda, realizada neste domingo (27), não deixou de ser caótica. E foi Clément Novalak quem conseguiu sobreviver às confusões na traiçoeira pista de Zandvoort, vencendo pela primeira primeira vez na carreira na categoria.

O dia, aliás, foi um completo desastre para os principais postulantes ao título. Théo Pourchaire bateu, Frederik Vesti foi vítima de uma trapalhada da Prema no pit-stop, Jack Doohan abandonou ainda na primeira volta, Ayumu Iwasa se enroscou com Kush Maini e levou punição, assim como Victor Martins e Oliver Bearman, com o francês sendo punido após o abandono do britânico.

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Zane Maloney completou em segundo, com Jak Crawford indo ao pódio em terceiro. Richard Verschoor, Dennis Hauger, Isack Hadjar, Enzo Fittipaldi — o melhor colocado do top-10 do campeonato —, Amaury Cordeel, Martins e Juan Manuel Correa fecharam os dez primeiros.

A Fórmula 2 retorna já no próximo final de semana, de 1 a 3 de setembro, em Monza, para a penúltima rodada da temporada 2023. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades.

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Frederik Vesti e o pit-stop desastroso da Prema (Vídeo: reprodução/Sky Sports)

Confira como foi a corrida principal da etapa da Holanda:

Após um sábado caótico, em que o temporal não deu trégua e impediu a realização da corrida sprint, os pilotos alinharam com a pista um pouco úmida, porém sem chuva para as 40 voltas da corrida principal da rodada. Minutos antes, a Campos confirmou por uma postagem nas redes sociais que os carros de Kush Maini e Ralph Boschung — envolvidos em violento acidente na única volta que a sprint teve — estavam prontos para a prova. A equipe chegou a dizer ao GP que os pilotos tinham saído da batida "um pouco machucados, mas sem gravidade".

Com o céu ainda um pouco encoberto, os termômetros marcavam 15,2°C de temperatura, com o asfalto em 17,4°C e a umidade relativa do ar em 82%. No grid, o pole-position Jak Crawford — também envolvido no acidente com o duo da Campos — alinhou com Dennis Hauger ao seu lado. Vesti, em terceiro, teria a oportunidade perfeita para descontar em Zandvoort boa parte dos 12 pontos de diferença para Pourchaire, que partiu apenas do décimo posto. Fittipaldi, por sua vez, era o 19º.

Apesar do traçado com trilho, os pilotos partiram para a volta de apresentação atrás do safety-car. Joshua Mason, contudo, não conseguiu partir, mas chamou atenção pela escolha de pneus do novato: de chuva, mostrando que a pista não estava totalmente apta para os slicks.

O pelotão da frente, no entanto, foi com os compostos de faixa vermelha. Quando a largada em movimento foi autorizada, Crawford abriu de Hauger, enquanto Vesti nem sequer conseguiu fazer a primeira curva: rodou na pista escorregadia, despencando para 19º. Juan Manuel Correa, por sua vez, também escapou e acertou Bearman, que rodou praticamente no mesmo ponto do companheiro de equipe. E ainda teve Jack Doohan, rodando na curva inclinada do circuito e abandonando.

Safety-car acionado, e quem se deu bem na confusão foi Pourchaire, que conseguiu escapar ileso e pareceu em sexto. O carro de segurança, então, recolheu antes da abertura do giro quarto, e mais um enrosco por conta do asfalto ainda úmido, dessa vez entre Ayumu Iwasa e Kush Maini.

Na volta 5, as posições eram as seguintes: Crawford, Hauger, Maloney, Correa, Hadjar, Pourchaire, Novalak, Verschoor, Bearman e Martins completando os dez primeiros. Vesti, agora em corrida de recuperação, surgia em 15º, enquanto Fittipaldi já era o 11º, brigando com o carro da ART de Martins pela zona de pontuação.

Na volta 7, os carros da turma de trás — entre eles, Arthur Leclerc e Roy Nissany — entraram nos pits para trocar os pneus de chuva para os slicks. Maloney entrou na sequência, porém a parada foi estratégica, com o barbadiano já calçando os médios. Crawford, o líder, e Hauger também entraram nos boxs na sequência. Com os pit-stops, Hadjar, o 'vencedor' da sprint, pulou para a liderança, com Pourchaire já na segunda colocação.

A ART, então, chamou o líder do campeonato para a parada, e ele entrou no final do giro 9. Mas não sem antes protagonizar uma cena até inusitada, deixando para frear no limite e até acertando de leve a traseira de Hadjar, que entrou junto. O empenho, contudo, deu certo, e Pourchaire ganhou a posição do francês da Hitech, só que a alegria só durou até a saída dos boxes: o #5 perdeu o controle do carro da ART e bateu em alta velocidade de frente na barreira de proteção. Pourchaire saiu do carro segurando a região da costela, precisando de auxílio para deixar a área de escape.

Theo Pourchaire bateu forte em Zandvoort, na Holanda (vídeo: reprodução/F1 TV)

Só que se engana quem pensa que a sorte sorriu para Vesti: no melhor estilo 'trapalhões', a Prema apostou num duplo pit-stop instantes antes, mas as duas rodas traseiras do carro #7 ficaram mal colocadas. O resultado, claro, foi Vesti perdendo as rodas bem na frente de Nissany, que levou um belo susto — registrado pela comunicação via rádio.

Safety-car na pista, agora com Novalak em primeiro, seguido por Crawford, Maloney, Verschoor, Martins — o sobrevivente entre os principais postulantes ao título —, Bearman, Hauger, Fittipaldi e Daruvala fechando o top-10 após as posições restabelecidas. Iwasa era apenas o 15º, mas com 10s de punição nas costas.

O carro de segurança, então, deixou a pista antes da abertura do giro 17, e Martins partiu muito mal, sendo superado por Bearman na freada da curva 1, só que o francês foi com tudo para cima do britânico, jogando-o no muro na saída da curva 3. O incidente significou fim de prova para a Prema.

Enquanto a direção de prova aplicava punições para Jehan Daruvala e Boschung por infrações durante o safety-car, Novalak abria 1s5 para Maloney. Na volta 22, a direção de prova resolveu autorizar o uso do DRS, uma vez que a pista estava praticamente seca. Foi a vez do engenheiro de Maloney pedir um ritmo mais forte para ter a chance da asa móvel na briga pela liderança contra o piloto da Trident.

Com o DRS ativo, o primeiro a ficar para trás foi Nissany, após bela manobra de Correa no final da reta principal. Zane, em contrapartida, não conseguia se aproximar de Novalak, perdendo principalmente no segundo setor cerca de 0s4 por volta.

Após o giro 24, os comissários colocaram na tela o cronômetro na regressiva, com 17 minutos para o final da corrida. Mais alguns giros, e veio a punição de Martins: 10s pela manobra que levou Bearman ao abandono, correndo riscos de terminar fora do top-10.

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