Brawn vê "interpretação inteligente" e minimiza brecha em motores da F1 2026

Ross Brawn argumentou que equipes explorarem brechas é comum em momentos de mudanças de regulamentos na Fórmula 1 e normalizou reclamações das rivais de Mercedes e Red Bull

Ross Brawn minimizou a polêmica envolvendo a brecha no regulamento de motores da Fórmula 1 para 2026 e classificou a solução encontrada por algumas montadoras como uma simples “interpretação inteligente” das regras. O ex-dirigente de Ferrari, Mercedes e Brawn GP avaliou que situações desse tipo são comuns em ciclos de mudanças profundas no regulamento técnico.

A discussão ganhou força após relatos de que Mercedes e Red Bull teriam explorado uma área cinzenta do novo regulamento das unidades de potência, especificamente no limite de taxa de compressão, fixado em 16:1 para 2026. A suspeita é de que os motores atendam ao limite em temperatura ambiente, mas operem com compressão maior em condições reais de pista, quando a expansão térmica entra em ação.

[relacionadas]

Brawn, que ficou marcado justamente por tirar proveito de brechas regulatórias — como o difusor duplo da Brawn GP em 2009 — afirmou que não vê nada fora do normal na situação atual. Mesmo reconhecendo que não acompanha o regulamento técnico com a mesma profundidade de antes, o britânico destacou que esse tipo de interpretação faz parte do jogo quando novas regras entram em vigor.

“Pelo que me explicaram, isso soa apenas como uma interpretação inteligente do regulamento. Sempre que surgem novas regras, alguém encontra uma forma mais inteligente de interpretá-las. Isso já aconteceu muitas vezes no passado”, disse Brawn à emissora Sky Sports.

Mercedes foi uma das montadoras que explorou brecha no regulamento (Foto: Mercedes)

O ex-dirigente também comentou a reação dos rivais, afirmando que é natural que equipes que se sintam prejudicadas tentem pressionar para limitar aquilo que consideram uma vantagem indevida.

“Para quem não encontrou essa solução, a melhor defesa costuma ser o ataque. E é exatamente isso que está acontecendo”, completou.

A polêmica esteve na pauta de uma reunião técnica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) com representantes das montadoras, realizada na quinta-feira (22). As partes envolvidas avançaram na definição de um sistema para medir a taxa de compressão dos motores em alta temperatura, mas o curto tempo para o início do campeonato pode adiar a introdução para 2027.

Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1

▶️ Ferrari confirma dia para início de testes coletivos em Barcelona
▶️ Ferrari aumenta branco e mexe na suspensão dianteira: a SF-26 em detalhes
▶️ Verstappen estampa #3 e apresenta capacete da temporada 2026 da F1