Red Bull corta gastos após punição da FIA e revela lucro de R$ 8 milhões em 2022

A Red Bull registrou um lucro líquido de R$ 8 milhões em 2022 e viu seu patrimônio crescer após o segundo título mundial de Max Verstappen. Segundo equipe, gastos diminuíram após a punição da FIA por extrapolar o limite do teto orçamentário em 2021

Atual bicampeã consecutiva do Mundial de Construtores da Fórmula 1 e tri de Pilotos, todos com Max Verstappen, a Red Bull divulgou seu balanço financeiro referente a 2022 e registrou um aumento considerável: os taurinos chegaram a £ 278 milhões (cerca de R$ 1,72 bilhão) em receitas no ano passado, um aumento de quase £ 40 milhões (R$ 248,4 milhões) em comparação a 2021. Depois do pagamento de todos os impostos, os lucros totais da temporada ficaram na casa de £ 1,3 milhão (R$ 8 milhões).

Vale destacar que o balanço da equipe reserva algumas diferenças em relação às competidoras devido ao seu modelo de negócios. Braço esportivo da RBT, a equipe da Fórmula 1 responde à organização principal e, de acordo com os documentos, emprega oficialmente apenas 50 pessoas.

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A receita final da RBT, inclusive, também identificou aumento de um ano para o outro. De £ 341,9 milhões (R$ 2,1 bilhões) em 2021, o grupo passou para £ 385,6 milhões (R$ 2,3 bilhões) em 2022 — um acréscimo em torno de 13%. O lucro, por sua vez, ficou em £ 13,4 milhões (R$ 83,2 milhões).

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A Red Bull registrou lucro na temporada 2022 da Fórmula 1 (Foto: Red Bull Content Pool)

Grande parte do aumento de receita veio da esplendorosa temporada de 2022, quando a equipe conquistou seu primeiro Mundial de Construtores desde 2013 e selou também o segundo título mundial de Verstappen. O aumento nos patrocínios, principalmente depois da chegada da Oracle, também potencializou a verba à disposição dos taurinos.

No entanto, não foi apenas a conquista dupla que elevou os números no balanço. Motivada pela punição recebida pela FIA, que identificou uma quebra no teto de gastos dos taurinos em 2021, a Red Bull explicou a diminuição dos ativos operacionais em 2022 por meio de "uma cuidadosa gestão de gastos, performances fortes e confiáveis, além de danos limitados em eventos de corrida".

Além disso, o grupo RBT registrou, pelo segundo ano consecutivo, uma queda no número de funcionários. Enquanto o contingente total chegava a 934 pessoas em 2020, o número diminuiu para 773 em 2021 e passou a ser de 736 no ano passado — além dos 50 funcionários ligados diretamente à equipe da Fórmula 1, vale lembrar.

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Max Verstappen, agora tri, celebra vitória no GP do Catar (Foto: Red Bull Content Pool)

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Por fim, a marca austríaca passou pela criação de uma nova companhia 'irmã' no ano passado, a Red Bull Powertrains, que surgiu com o objetivo de diferenciar os trabalhos na unidade de potência atual da F1 — de tecnologia da Honda — e os motores de 2026, que terão parceria da Ford. Como as unidades de potência também estão sujeitas às regras da FIA, a empresa precisou dividir as duas operações.

Como a divisão foi criada apenas em maio de 2022, o balanço registra dois períodos diferentes: o primeiro, de janeiro a maio; e o segundo, de maio a dezembro. No primeiro, a receita ficou em £ 184,5 milhões (R$ 1,1 bilhão), com lucro de £ 5,8 milhões (R$ 36 milhões). No último período, o balanço ficou em £ 59,4 milhões (R$ 368,9 milhões), com £ 8 milhões (R$ 49,6 milhões) em perdas.

Como efeito de comparação, a Aston Martin divulgou um balanço com perdas na casa de R$ 325 milhões, enquanto a Alpine revelou um lucro de R$ 162 milhões em 2022.

Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, entre os dias 20 e 22 de outubro, em Austin, com o GP dos Estados Unidos, o primeiro da última perna tripla da temporada. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.