Verstappen faz 'Mar Laranja' vibrar e conquista pole-position do GP da Holanda de F1

Muito se falou sobre qualquer chance de superar Max Verstappen na briga pela pole-position, mas a prática provou que a teoria estava errada. Em frente aos compatriotas, Verstappen brilhou em Zandvoort

Pelotão muito próximo, abertura para competir com a Red Bull, possível surpresa… Muito se falou, após os treinos livres, sobre o que a classificação do GP da Holanda ofereceria. A tomada de tempos, realizada neste sábado (26), contudo, mostrou a história de sempre da temporada 2023: Max Verstappen na frente.

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Com o resultado, além de levar o 'Mar Laranja', dono de Zandvoort, ao delírio absoluto, Verstappen chegou à 28º pole-position da carreira e oitava na temporada.

Após bandeiras vermelhas em todas as sessões de treinos livres, a classificação não escapou ainda que tenha sido mais tranquila que o esperado. Só que, no começo do Q3, Logan Sargeant perdeu o carro da Williams na tomada da curva dois, rodou e deu forte pancada na barreira de proteção além da brita. Até aquele momento, era um dia maravilhoso para o piloto novato, que, pela primeira vez, foi a um Q3. Para além disso, conseguiu algo que não era feito desde o GP da Itália de 1993, com Michael Andretti: um piloto dos Estados Unidos conquistar posição de largada no top-10 da F1.

O Q3 ainda teve uma segunda bandeira vermelha, mas causada por Charles Leclerc. O monegasco, que mostrou dificuldades para andar em Zandvoort desde a sexta-feira, cometeu erro juvenil na curva nove e foi ao muro.

Antes disso, Lewis Hamilton foi decepção do dia. Pela segunda vez na temporada (após Miami), o heptacampeão foi eliminado antes do Q3: caiu no Q2, com direito a desistir a última tentativa no meio. Desta feita, vai largar na 13ª colocação.

GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL todas as atividades do GP da Holanda, em Zandvoort, 13ª etapa da temporada 2023. No sábado e no domingo, classificação e corrida também contam com transmissão em SEGUNDA TELA, NA GPTV, EM PARCERIA COM A VOZ DO ESPORTE. No domingo, a largada está marcada para as 10h (de Brasília, GMT-3).

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Confira como foi a classificação:

Depois de muita chuva no terceiro e último treino livre e mais ainda nas horas subsequentes, inclusive causando o cancelamento da primeira corrida do fim de semana da Fórmula 2, a F1 retomou sem água vindo do céu. A pista ainda estava molhada, pois, mas melhoraria caso não voltasse a cair forte chuva. A temperatura em Zandvoort era de 17°C e asfalto em 23°C.

Vida de Charles Leclerc em Zandvoort não tem sido fácil (Foto: AFP)

Q1 - Leclerc escapa de eliminação por muito pouco estágio liderado por Albon

O medo do retorno da chuva fez com que os pilotos formassem logo uma fila na saída do pit-lane para não haver tempo perdido. As duas Mercedes, Lewis Hamilton e George Russell, bem como Lando Norris, Alexander Albon, Yuki Tsunoda e companhia alinhavam todos de pneus intermediários.

As primeiras voltas vieram da dupla da Williams, com Logan Sargeant mais veloz, mas eram giros bastante altos. Max Verstappen também tomou a pista de casa, mas saiu do traçado e ficou bravo. "O que cacete acontece com o carro? Está patinando em toda parte", reclamou.

Charles Leclerc assumiu rapidamente a liderança do Q1, mas logo depois voltou a passar direto na curva um, como já acontecera duas vezes no último treino livre. O aviso que vinha das equipes era de que a chuva retornaria em cerca de dez minutos, portanto no fim do Q1.

Com a pista melhorando rapidamente, as voltas despencavam. Albon deu as caras na liderança, mas todo mundo que ficava algum tempo sem conseguir cravar tempo se via ameaçado. Logo foi a vez de Leclerc aparecer na zona da eliminação, com Hamilton próximo.

Momento de susto com Oscar Piastri, que bateu forte no TL2 da sexta-feira: em velocidade enquanto Carlos Sainz tirava o pé para preparar os pneus, o australiano por pouco não encheu a traseira do ferrarista. "Teria sido um acidente se eu não evitasse", falou Oscar.

Sem ter tido praticamente quilometragem alguma, Liam Lawson não conseguiu sair da fogueira na classificação e ficou mesmo com a última colocação e bem distante do penúltimo, que ainda se desenhava quando o estreante foi um dos primeiros a fechar o último giro.

Hamilton tinha ritmo para melhorar a volta, mas desistiu quando viu que ninguém atrás dele estava em velocidade. Assim, fechou em 12º. Quem precisava tirar tempo era Leclerc, que, com muita dureza, com o carro da Ferrari sambando pela pista, virou o 14º tempo e escapou. No rádio, fez uma cobrança sincera para ser liberado, além de outras coisas, em melhor posição na pista.

Desta maneira, empurrou Guanyu Zhou para a lista de eliminados, em 16º. Esteban Ocon, que não se acertou com o carro na pista ainda no fim de semana, foi o 17º, seguido por Kevin Magnussen, Valtteri Bottas e Lawson. Lá na frente, Albon fez 1min20s939 e ficou na liderança por 0s026 para Verstappen.

Lewis Hamilton não foi sequer ao Q3 (Foto: Mercedes)

Q2 - Hamilton vai mal e acaba eliminado na parte intermediária da classificação

Antes de começar a parte intermediária da tomada de tempos, a direção de prova anunciou que investigaria apenas depois do final dois incidentes: aquele entre Sainz e Piastri e outro, no qual houve reclamação de bloqueio entre Hamilton e Fernando Alonso — mas, neste segundo, logo depois anunciou que não faria nada.

Sargeant não perdeu tempo e logo abriu os trabalhos do Q2, mas recebeu a companhia dos dois carros da Red Bull na pista. Enquanto a pista enchia aos poucos e a chuva pingava no pit-lane desde o fim do Q1, todo mundo seguia de pneus intermediários.

Verstappen se lançou à ponta com uma volta em 1min20s282. "A pista está melhorando muito rápido", contou Sainz à Ferrari enquanto pedia outro jogo de pneus preparado para as tentativas derradeiras. No momento em que falava isso, o espanhol era o último colocado entre aqueles restantes no traçado.

Norris aparecia no segundo posto, enquanto Hamilton, Piastri e Albon formavam o quinteto de pilotos que haviam andado abaixo de 1min21s quando o Q2 entrou nos cinco minutos derradeiros.

Mas Verstappen iria além disso ao cravar 1min19s652 e colocar quase 1s no tempo de Pérez, que cruzou na segunda colocação. Mas as coisas seguiam melhorando, agora com todo mundo experimentando novos jogos de pneus. Albon foi a 1min19s399, confirmando a força da Williams. Russell virou o segundo tempo em seguida. Assim o Q2 entrou nos últimos 120 segundos.

Ninguém ousou demais para colocar pneus slicks no Q2. Enquanto isso, a Ferrari via o filme se repetir e sofria na zona de eliminação já na hora da verdade. Mas, com cronômetro perto de zerar, Leclerc virou o terceiro tempo e empurrou Norris, único entre todos na pista que ficou com o mesmo jogo de pneus em relação ao começo do Q2, para fora dos classificados.

Mas todo mundo ainda teria uma chance. Na loucura de mudanças geral nos tempos, Norris e Sainz se esgueiraram para os classificados, bem como Sargeant, no último instante. Verstappen fez 1min18s856 e ficou na ponta por 0s5 para o segundo colocado, Piastri.

Desta feita, classificaram, na exata ordem, Verstappen, Piastri, Albon, Alonso, Leclerc, Russell, Norris, Pérez, Sainz e Sargeant.

Os empurrados para fora foram Stroll, Gasly, Hamilton, Tsunoda e Hülkenberg, que largam, nesta sequência, do 11º ao 15º lugares. Hamilton chegou até a desistir da última volta após as duas primeiras parciais terem sido bem acima do necessário.

Max Verstappen sai na frente em casa (Foto: Red Bull Content Pool)
Logan Sargeant destruiu o carro no começo do Q3 em Zandvoort (Vídeo: F1 TV/DAZN)

Q3 -

O começo da disputa pela pole apresentou estratégias diferentes, enfim, no que dizia respeito à escolha dos pneus. Verstappen, Pérez, Piastri e Russell apareceram ainda com intermediários, ao passo que Albon, Sainz e Sargeant entraram com pneus macios.

A escolha dos slicks se mostrou a correta: Albon voou, com volta na casa de 1min15s7, e fez com que a Red Bull parasse sua dupla para fazer a alteração.

Aí, porém, um problema. Sargeant escapou no fim da tomada da curva dois, rodou, passou pela brita e deu uma bela pancada na barreira de proteção. Bandeira vermelha e fim de Q3 para ele, que fica mesmo com o décimo lugar. Logan fazia o primeiro Q3 dele na F1 e conseguiu quebrar tabu histórico: foi a primeira vez desde Michael Andretti, no GP da Itália de 1993, que um piloto dos Estados Unidos conseguiu posição de largada no top-10 na F1.

A direção de prova precisou consertar a barreira e demorou mais de dez minutos para retomar as atividades normais. Quando voltou, com mais de oito minutos ainda pela frente, não havia tempo a perder. Todos já utilizavam pneus macios para a pista.

E quem se saiu melhor na primeira tentativa foi Lando Norris, com 1min12s049. Piastri colou em segundo por 0s199. E Verstappen? O líder do Mundial cruzou somente em terceiro.

Só que a interrupção aconteceria novamente. Agora foi Leclerc quem cometeu mais um erro e, com pouco mais de quatro minutos pela frente, foi ao muro e causou nova bandeira vermelha.

Na retomada derradeira, não demorou para Verstappen voar, sobrar e confirmar o que todos já sabem: é imbatível em 2023.

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