Verstappen começa a pôr casa em ordem e lidera TL1 da Fórmula 1 no Japão com folga

Max Verstappen não teve o menor trabalho para comandar o treino livre 1 da Fórmula 1 em Suzuka, válido para o GP do Japão. Carlos Sainz foi o que mais se aproximou do holandês, a 0s6 do tempo

A alegria, pelo visto, durou mesmo uma corrida. Bastou chegar em um circuito permanente para Max Verstappen voltar a imprimir seu impressionante ritmo e liderar o primeiro treino livre válido para o GP do Japão de Fórmula 1, 16ª etapa da temporada 2023, realizado no finzinho da noite de quinta-feira (21). O holandês comandou a sessão e encerrou a primeira parte do dia em Suzuka com a melhor volta em 1min31s647 — o único a andar abaixo de 1min32s.

A primeira sessão do final de semana foi focada principalmente no teste do protótipo C2 da Pirelli, com os pilotos se revezando no uso da borracha ao longo dos 60 minutos do TL1. Mas as melhores voltas, como de costume, foram alcançadas com os compostos macios, com Verstappen colocando 0s6 em Carlos Sainz — vencedor de Singapura e o que mais se aproximou do tempo do #1 da Red Bull.

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Lando Norris colocou-se entre as Ferrari, com Charles Leclerc aarecendo em quarto, 0s9 mais lento que Verstappen. Para a felicidade da torcida, Yuki Tsunoda arrancou um quinto lugar com a AlphaTauri, colocando 0s053 em Fernando Alonso. Oscar Piastri pulou para sétimo em sua última tentativa de volta rápida, à frente de Alex Albon. Liam Lawson e Lance Stroll completaram o top-10.

A Fórmula 1 retorna logo mais, na madrugada de sexta-feira, às 3h (de Brasília, GMT-3), para a disputa do segundo treino livre válido para o GP do Japão. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2023 AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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A pista foi liberada para o primeiro treino livre às 23h30, 11h30 locais (Foto: Red Bull Content Pool)

Confira como foi o treino livre 1 da Fórmula 1 em Suzuka:

Após uma rodada totalmente atípica, com uma Red Bull mera coadjuvante nas ruas de Singapura, eis que a categoria chegou a Suzuka, uma das pistas mais clássicas de todo o calendário. E justamente por ser um circuito permanente, a expectativa do grid era ver as coisas voltando ao normal do visto até aqui em 2023: Max Verstappen não tendo dificuldades de liderar a tabela de tempos, com Ferrari, Mercedes, Aston Martin e McLaren se alternando no posto de segunda força.

Quando a pista para a primeira sessão do dia — manhã no Japão, ainda finzinho de noite no Brasil — foi liberada, os termômetros marcavam 29°C, com o asfalto chegando aos 35°C e a umidade relativa do ar em 77% — calor, porém as nuvens circundavam o circuito bastante carregadas, com uma pequena chance de chuva pairando no ar.

Para o final de semana em Suzuka, a Pirelli levou a gama mais dura de pneus, C1, C2 e C3, e o grid começou bem dividido na escolha da borracha na primeira ida à pista. Hamilton, o primeiro a abrir volta, por exemplo, calçou um protótipo C2 para 2024 da fabricante italiana, enquanto Piastri escolheu os médios já de uso. E o primeiro a estabelecer o tempo de referência foi Verstappen, com 1min33s719, volta registrada com os pneus duros. Piastri e Norris, de médios, vieram na sequência.

Por algumas on-boards, era possível perceber como o desafiador traçado de Suzuka, que exige um bom equilíbrio entre velocidade final e pressão aerodinâmica, daria trabalho aos pilotos por ser muito estreito. Não à toa a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu voltar com o limite máximo de tempo de volta na classificação, medida adotada para evitar os bloqueios vistos em Singapura.

Mesmo assim, as características de Suzuka fizeram Verstappen ser o primeiro a reclamar de uma Mercedes lenta pelo meio do caminho — George Russell—, mesmo com o carro fora da linha. Obstáculo à parte, o holandês melhorou ainda mais a própria marca, virando 1min32s442 com os protótipos da Pirelli.

Passados os dez primeiros minutos, Alonso era o mais próximo do tempo de Verstappen, a 0s724 e um total de oito giros completados. Pérez, Piastri, Russell, Norris, Leclerc, Sainz, Hamilton e Bottas fechavam o primeiro top-10 da sessão. Yuki Tsunoda, piloto da casa e às portas de um novo contrato segundo a imprensa estrangeira, aparecia apenas em 18º, já com direito a escapada de pista e muitas reclamações por conta do carro da AlphaTauri saindo muito de frente. Liam Lawson, ainda na briga por uma das únicas três vagas restantes para 2024, era o 14º.

Outro 'sob pressão' no final de semana em meio aos rumores de forte interesse da Williams em Felipe Drugovich, Logan Sargeant surgia apenas em 19º e brigando bastante também para manter o FW45 na pista.

Rompida a barreira dos 30 minutos, alguns decidiram retornar à pista para o stint com os compostos macios, e Pérez pulou para a segunda colocação, mas ainda a 0s601 de Verstappen, sustentando a liderança com a volta registrada com os protótipos C2 da Pirelli. Com os pneus de faixa vermelha, Max passou no segundo trecho da pista 0s7 mais rápido, e mesmo tendo perdido na última parte, colocou nada menos que 1s3 no companheiro de equipe ao fechar a volta em 1min31s647.

Enquanto isso, a Ferrari era apenas 16ª e 17ª com Leclerc e Sainz, respectivamente. Quando colocaram a borracha mais macia, no entanto, o duo pulou para a ponta, com o espanhol ficando atrás apenas de Verstappen, a 0s6 — 0s4 mais rápido que o monegasco. Mais alguns giros, Alonso surgiu com a Aston Martin em terceiro, jogando Leclerc para o quarto posto, com um surpreendente Alex Albon, que só tinha andado até então com os compostos de testes, em quinto.

A pouco mais de 15 minutos para o final da sessão, Charles recuperou o terceiro lugar por 0s076, enquanto Norris pulou para quinto com os protótipos. Albon, Lawson — já com pneus macios —, Lance Stroll, Pérez e Hülkenberg completavam os dez primeiros.

Volte em instantes.