Hamilton lidera TL3 na Hungria e põe mais tempero para classificação. Verstappen é 2º

Lewis Hamilton comandou o TL3 da Hungria, realizado neste sábado (22), superando Max Verstappen em 0s2. Sergio Pérez ficou em terceiro

Lewis Hamilton comandou o treino livre 3 da Fórmula 1 na Hungria, realizado na manhã deste sábado (22), em Hungaroring. O piloto da Mercedes fez a melhor volta em 1min17s811 calçado com pneus médios, desbancando Max Verstappen, que ficou em segundo. Segio Pérez completou em terceiro.

O TL3 foi mais dentro da normalidade da sessão, porém muitos ainda seguraram os stints iniciais, ainda reflexo do novo formato de classificação, que exigirá que os pilotos usem apenas pneus duros no Q1, médios no Q2 e macios no Q3. Isso fez com que a quantidade de voltas variasse entre 15 e 25, mesmo após uma sexta-feira comprometida pela chuva no TL1.

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No início da sessão, Max Verstappen estabeleceu o tempo a ser batido, mas foi superado primeiro por Lando Norris, depois Fernando Alonso e também Lewis Hamilton, sendo que o inglês da Mercedes foi o único a melhorar o tempo com compostos médios. Verstappen ainda buscou a liderança numa tentativa final, mas passou 0s2 acima da marca do heptacampeão.

Nico Hülkenberg colocou a Haas em quarto, seguido por Lando Norris e George Russell. Charles Leclerc foi o sétimo, logo à frente do companheiro de equipe, Carlos Sainz. Fernando Alonso e Valtteri Bottas fecharam o top-10.

A Fórmula 1 retorna logo mais neste sábado, a partir das 11h (de Brasília, GMT-3), para a definição do grid de largada para o GP da Hungria. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO e em TEMPO REAL. Antes, a partir das 10h45, o GP acompanha a classificação na segunda tela em parceria com a Voz do Esporte no YouTube.

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Carlos Sainz (Foto: Ferrari)

Confira como foi o treino livre 3 da Fórmula 1 na Hungria:

Após uma sexta-feira comprometida tanto pela chuva que caiu sobre Hungaroring durante o TL1 quanto também pela estratégia de boa parte das ponteiras, que optaram por poupar pneus para o novo formato de classificação, com tipo específico de borracha para cada parte da sessão, o treino livre seria aquele que, de fato, daria algum parâmetro sobre a ordem de forças na peculiar pista húngara. Conhecida pelo seu traçado sinuoso e travado, é um circuito que exige bastante da aerodinâmica, portanto, as principais atualizações promovidas pelos times buscaram esse equilíbrio, com novas asas, além de todo o trabalho para melhorar o fluxo de ar.

Em Budapeste, os termômetros marcavam 24°C, com a pista já batendo nos 45°C. A umidade relativa do ar girava em torno de 48%, com ventos de apenas 3 km/h de média de velocidade, ou seja: um clima quente e que poderia trazer um fator a mais quanto ao desgaste de pneus.

Pista liberada, e Magnussen fez 1min20s454, sendo o primeiro a assumir a ponta da tabela de tempos calçado com os compostos macios, porém logo foi superado pela dupla da Red Bull, primeiro Sergio Pérez, depois Max Verstappen, ambos rodando em 1min18s com os compostos médios. Mesmo ainda no início, já eram tempos apenas 1s mais lento que a melhor volta de Charles Leclerc na sexta.

Dez minutos completados, e apenas nove pilotos apareciam com tempo registrado na sessão. Pelo rádio, Pérez informava que os pneus estavam demorando para esfriar, condição que poderia se repetir na classificação e ser um fator de complicação, enquanto Carlos Sainz reclamava bastante do vento em sua busca de volta rápida.

Com o grid bastante dividido neste início entre macios e médios, a maioria seguia na estratégia de economizar borracha, com as voltas completadas numa média de 5 em 15 minutos de TL3. A exceção era a AlphaTauri, com Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo optando por um stint mais longo com os pneus de faixa amarela e rodando 12 giros cada até então.

Com pouco menos de 40 minutos para o fim, o duo da Alfa Romeo pulou para segundo e terceiro, com Bottas à frente de Zhou, com os pneus macios. Pérez, já na pista novamente, aparecia em quarto, seguido de Piastri, Ocon, Norris, Alonso, Gasly e Russell. De todos, apenas Hülkenberg ainda aparecia sem tempo registrado. Quando finalmente fechou volta, pulou para 12º na tabela.

Lando Norris andou bem no TL3 (Foto: AFP)

Com metade do treino completo, o número de voltas de alguns ainda era bastante baixo. Os pilotos da McLaren, Norris e Piastri, apareciam com apenas nove e seis giros, respectivamente, no primeiro stint. Logan Sargeant e Alexander Albon, da Williams, também somavam menos de dez voltas cada.

Ainda na liderança com o tempo obtido no começo da sessão, Verstappen relatou pelo rádio que quase havia perdido a traseira do carro. Depois, foi mais incisivo e, sentindo algo diferente com a pilotagem, perguntou a Gianpiero Lambiase se havia algum problema com a traseira do RB19, porém ouviu que estava tudo ok.

Na segunda metade, os compostos duros apareceram, primeiro com Hamilton, depois com os pilotos da AlphaTauri e também com Lance Stroll, da Aston Martin. Mas foi com os macios que Alonso virou 1min18s350 e desbancou Verstappen da primeira colocação, a 22 minutos do fim. Mesmo sem ter feito nenhum setor em roxo, o espanhol conseguiu ser mais rápido que o piloto da Red Bull em 0s128 num todo. Bottas e Zhou ainda se sustentavam em terceiro e quarto.

A Ferrari é que se mostrava mais discreta, com Leclerc apenas em 16º e Sainz em 20°C. Com uma asa dianteira atualizada visando melhora no equilíbrio da SF-23, a equipe de Maranello levava mais de 1s de Verstappen, porém pelo número de voltas completadas (20 e 22 cada) até então, o foco parecia ser o ritmo de corrida — que é, na verdade, o grande calcanhar de Aquiles dos italianos em 2023, e a pista húngara costuma ser mais favorável ao carro vermelho.

15 minutos para o fim, e Norris acertou a mão no último trecho calçado com pneus médios e virou 1min18s082, 0s268 mais rápido que Alonso. Na contramão de boa parte das equipes, a McLaren não levou nenhuma peça nova para a Hungria, porém o pacote introduzido em Silverstone levou o duo papaia a um salto significativo de performance, sendo o GP da Hungria determinante para confirmar essa evolução.

Hamilton, então, veio com os macios e colocou 0s271 sobre Norris, assumindo a liderança com 1min17s811. Verstappen veio na sequência com a mesma borracha, melhorou a própria marca, porém a 0s250 do piloto da Mercedes. Pelo rádio, veio a possível explicação para o #1 não ter colocado o RB19 na ponta: falta de aderência.

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