Zhou lembra fala de Pérez e lamenta ataques racistas: "Se você é chinês, é ainda pior"

Guanyu Zhou falou sobre as ofensas xenofóbicas e racistas que recebeu com sua chegada à F1 em 2022. Ele também mencionou o mexicano Sergio Pérez, que também foi duramente atacado

Antes mesmo de fazer sua estreia na Fórmula 1, Guanyu Zhou foi duramente criticado pela escolha da Alfa Romeo em 2022. E o chinês revelou ter recebido diversas ofensas — racistas, inclusive. Outro piloto a já ter se manifestado sobre isso foi Sergio Pérez, que também relatou ter sofrido racismo e xenofobia por ser mexicano.

Após sua primeira temporada, Zhou comentou sobre o ódio nas redes sociais, para ele, o principal ponto de ataque. "As pessoas no paddock estavam sempre bem. É mais do lado de fora, na internet, eles estão sendo um pouco duros ou injustos", disse ele, em entrevista ao The Race.

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Guanyu Zhou estreou na F1 em 2022 (Foto: Alfa Romeo)

“Eu li o que Checo disse. Se você é um piloto chinês, é ainda pior, provavelmente duas vezes pior do que os pilotos mexicanos afetados. Já vivi esse tipo de situação muitas vezes na minha carreira. Estou acostumado a me livrar de toda essa atenção desnecessária, para me concentrar apenas no trabalho. Mas ainda é muito injusto e ruim ver como as pessoas ainda são julgadas por suas nacionalidades. Definitivamente, não é assim que devemos seguir em frente", seguiu ele.

Em 2022, Zhou marcou pontos no Bahrein, primeira corrida do ano, Canadá e Itália. Ele, lembra, inclusive o choro em sua prova de estreia depois de todo o esforço para ser um piloto de Fórmula 1.

“Antes da corrida, eu estava muito nervoso porque você não acha a primeira corrida emocionante. Foi apenas nervoso, intenso. Mas terminei nos pontos e é uma grande conquista para mim. É muito louco como esta jornada tem sido. Porque não foi uma jornada tranquila", acrescentou.

“Do kart em diante, tive de lutar. Você não pode simplesmente ir para a F2 ou F3 e esperar estar na F1 sem mostrar seus resultados. Então, é bastante impressionante. [E fazendo isso] com uma cultura diferente, cidade e país diferentes, você passa um tempo sozinho, só porque não conhece aquela área ou pessoas", encerrou.