Sainz reafirma força e lidera TL3 do GP de Singapura. Verstappen sofre e é 4º

A Ferrari é realmente forte! Foi a sensação que deixou o terceiro e último treino livre para o GP de Singapura, de novo liderado por Carlos Sainz. Max Verstappen reclamou e ficou distante

O terceiro e último treino livre do fim de semana da Fórmula 1 em Singapura, na manhã deste sábado (16), reforçou a impressão deixada nos treinos da sexta-feira: a Ferrari é muito forte. Carlos Sainz controlou a situação assim que colocou os pneus macios e novamente liderou a atividade. Desta maneira, Sainz e a Ferrari vão favoritos para a tomada de tempos de logo mais.

Bastou somente uma volta rápida de pneus macios para Sainz assumir a liderança e, com 1min32s065, não ser ameaçado por Max Verstappen. Mas outras equipes ficaram mais próximas, como é o caso da Mercedes.

Relacionadas

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!

GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e EM TEMPO REAL todas as atividades do GP da Singapura, em Marina Bay, 15ª etapa da temporada 2023. No sábado e no domingo, classificação e corrida também contam com transmissão em SEGUNDA TELA, NA GPTV, EM PARCERIA COM A VOZ DO ESPORTE. Logo mais, a classificação começa às 10h (de Brasília, GMT-3). No domingo, a largada está marcada para as 9h.

Carlos Sainz é favorito para a pole em Singapura? (Foto: AFP)

Confira como foi o terceiro treino livre:

As atividades de pista do sábado da classificação da Fórmula 1 começavam já no fim da tarde local, 17h30 (6h30 de Brasília), com o terceiro e último treino livre. E a temperatura era aquela escaldante, apesar da chuva que caíra durante a manhã em Singapura. Mas, no momento das luzes verde, 36°C de temperatura ambiente e 40°C no asfalto de Marina Bay.

Com esse bastidor climático é que os carros começaram a tomar a pista. Assim que permitido, a Alfa Romeo mandou a dupla de pilotos de contratos garantidos para 2024 para o traçado. Valtteri Bottas e Guanyu Zhou deram apenas duas voltas de pneus macios na sexta-feira, e assim, aproveitaram o tempo de rosto para o vento para ampliar os testes.

Conforme os primeiros cinco minutos passaram, a pista foi ficando mais recheada. Red Bull e Ferrari, por exemplo, resolveram estrear os motores com Max Verstappen, Sergio Pérez, Carlos Sainz e Charles Leclerc. Em seguida, a Mercedes fez o mesmo.

Diferente dos treinos do dia anterior, os pneus duros não apareciam tanto no começo desta atividade. Oscar Piastri foi o único a testá-lo nos primeiros minutos. Além da Alfa Romeo, a Mercedes também começou a trabalhar de macios, mas os médios foram a escolha mais natural. É bom lembrar que a Pirelli levou a gama mais macia possível de pneus para o fim de semana.

Inicialmente, Sainz fez melhor volta que Leclerc, mas Verstappen superou por 0s5. Era muito início, entretanto, e os tempos ainda estavam bem altos. Carlos retornaria ao topo ao colocar 1min33s778 no relógio, mas, assim como minutos antes, Max passaria melhor ao deixar 1min33s660. No meio dos dois, George Russell ponteou por um instante.

Importante que, após mostrar muito incômodo com o carro e as mudanças de marcha para baixo, agora Verstappen reclamava bastante das mudanças para cima. Mesmo assim, tinha velocidade.

A dança da liderança continuava. Russell recuperou e voltava a mostrar mais velocidade que Hamilton com os pneus macios, ao passo que, no dia anterior, mostravam ritmo bem semelhante de pneus médios. Mas nem os pneus vermelhos eram capazes de manter a Ferrari muito tempo longe da frente. Em seguida, Sainz anotou 1min33s195.

Leclerc, que continuava atrás do companheiro, deu rápida escapada da pista ao entrar aberto demais na curva 1 e desfilar pela área de escape. Mas a primeira rodada do fim de semana foi de Liam Lawson, que entrou muito veloz num dos contornos e causou bandeira amarela apenas por um momento — e a transmissão oficial foi captar Daniel Ricciardo na garagem. Logan Sargeant foi outro que por pouco não perdeu o carro completamente ao tocar a zebra.

Aliás, no tema Williams, Alexander Albon estava sem restrições na pista após problemas na bateria que praticamente impediram a participação dele no TL2. Como não chegou a testar pneus macios, foi outro dos que apostaram nos compostos mais aderentes para abrir o dia.

Após a marca de metade do treino, Russell recuperara a liderança ao anotar 1min32s883. Atrás dele, Hamilton, Sainz, Verstappen, Leclerc, Lando Norris, Yuki Tsunoda, Pérez, Fernando Alonso e Kevin Magnussen formavam o top-10.

Não chegava a ser estranho ver as duas Mercedes na frente, uma vez que passaram o treino inteiro até aquele momento com pneus macios enquanto as rivais próximas só testaram os médios. Mas chamava a atenção que a volta mais rápida de Verstappen era 0s465 mais lenta que a de Sainz, também de médios.

Mas o sinal era positivo para uma Mercedes que terminou a sexta-feira tão preocupada com a aderência dos pneus macios, bem como o rendimento de forma geral com esses pneus. Russell continuava melhorando o tempo e, com pouco menos de 20 minutos pela frente, virou 1min32s364.

Agora, porém, mais gente aparecia na pista de pneus macios. Esteban Ocon apareceu em segundo por um instante, enquanto Alonso grudou atrás. E Norris brilhou, da parte dele, para assumir a ponta com 1min32s303. A diferença entre os dois pilotos da McLaren era notável, com Piastri de novo em 15º e escapando da pista. O australiano está conhecendo o traçado neste fim de semana e, de quebra, não recebeu o pacote completo de atualizações da McLaren para curvas lentas, algo que só vai acontecer no Japão.

Enquanto isso, a primeira relada no muro do treino veio de Albon. Mas muito suave, sem ameaçar a segurança do carro da Williams. Em seguida, passou rápido demais numa curva e entrou para a área de escape.

Finalmente, com pouco mais de dez minutos pela frente, Red Bull e Ferrari puseram pneus macios nos carros. Verstappen, cercado de expectativas, foi para a primeira volta rápida e virou somente o quarto tempo. Ligeiramente melhor que Piastri, que enfim apareceu de maneira positiva no fim de semana.

Pioraria. Isso porque Sainz cravou 1min32s065, tomou a ponta e colocou 0s5 de vantagem para o líder do Mundial. E Max voltava a reclamar das mudanças de marcha para cima. Desta vez, porém, a Red Bull admitia que notara algo estranho e pediu o retorno aos boxes. Mas, com o outro carro taurino, Pérez só conseguiu virar o sétimo tempo.

E Leclerc? O monegasco desistiu da primeira volta rápida por conta do tráfego e fez uma segunda tentativa instável, suficiente apenas para o quarto lugar. Só quem ainda não tinha andado de macios era Tsunoda.

F1 2023 em Singapura: FERRARI domina treinos. CADÊ A RED BULL? | Briefing