Pela terceira temporada seguida, a Ferrari foi a montadora vencedora das 24 Horas de Le Mans, disputada neste final de semana. Porém, desta vez, quem triunfou na classe hipercarro foi a AF Corse #83, que subiu ao posto mais alto do pódio pela primeira vez na prova com Yifei Ye, Phil Hanson e Robert Kubica. O polonês, em especial, finalmente desencantou em La Sarthe depois de bater na trave algumas vezes.
Após concluir a prova, Kubica relembrou as últimas participações que fez em Le Mans e como sempre chegou perto, andou próximo aos líderes, mas nunca havia vencido. Em 2021, em especial, chegou até a última volta liderando na classe LMP2 ao lado justamente de Ye, mas a dupla perdeu a vitória quando o carro abandonou antes do final com um problema no acelerador.
Agora, junto também de Hanson, levou a AF Corse #83 à vitória depois de um fim de semana para lá de positivo. Com exceção da classificação, que colocou o carro na 13ª posição, a Ferrari amarela liderou o TL4 e ficou à frente também durante a maior parte do TL2, até que sua melhor volta foi deletada com o cronômetro zerado.
“Essa é minha quinta participação em Le Mans, e sempre chegava perto da vitória. Ok, nas primeiras três vezes, corri na LMP2, mas a quantidade de voltas que fiz no top-3 nesses cinco anos gira em torno de 70%, 80%. Finalmente consegui vencer, e ainda nos hipercarros, então é uma vitória geral”, celebrou Kubica.
“É um grande trabalho de todos, estávamos bem fortes. Não foi tranquilo, mas merecemos isso, fomos rápidos. Cometemos apenas alguns erros, o que poderíamos evitar, mas isso é Le Mans. Estou feliz pela Ferrari, que conquistou três vitórias seguidas com três carros e equipes diferentes. Parabéns a eles. É incrível”, elogiou o polonês.
Kubica também falou sobre a parte final da prova, quando pediu para a equipe fazer uma troca de pilotos com cerca de 2h para a bandeira quadriculada. Porém, acabou indo até o final e conseguiu administrar a vantagem que tinha em relação aos demais oponentes desde que herdou a liderança na lambança da Ferrari #51 na entrada dos boxes.
“Pedi [uma mudança] porque não era para eu fazer cinco stints. Na reta final de uma corrida de 24 horas, fazer cinco stints — que é algo como quatro ou três horas — é complicado. Felizmente, consegui controlar tudo com a cabeça fria e sem cometer erros. Quando precisava, eu forcei. Quando não precisava, poupei os pneus e consegui fechar a prova”, encerrou Kubica.
Os carros do WEC voltam a acelerar entre os dias 11 e 13 de julho para as 6 Horas de São Paulo, quinta etapa da temporada, em Interlagos. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2025 do Mundial de Endurance e transmite todas as etapas AO VIVO e COM IMAGENS no canal do YouTube e na GPTV.
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