Pol Espargaró diz treinar "mais do que nunca" e vê retorno em Silverstone "já como prêmio"
Pol Espargaró se mostrou contente com o trabalho de recuperação que tem feito e diz estar preparado para se desafiar em retorno à MotoGP na Inglaterra
129 dias após o forte acidente que sofreu no segundo treino para o GP de Portugal, Pol Espargaró foi liberado pelos médicos e está apto para voltar a correr no GP da Grã-Bretanha de MotoGP neste fim de semana. E o piloto de Granollers declarou que está trabalhando como nunca para estar na melhor condição possível com a GasGas Tech3.
"Estou muito feliz por finalmente ter a oportunidade de voltar após este período difícil", disse Espargaró. "Tenho trabalhado mais do que nunca na minha vida para chegar até hoje e, para mim, estar em Silverstone já é um grande prêmio. Sei que vou precisar de paciência e que vai demorar para voltar a estar 100%, tanto com a moto como com o corpo, mas estou cheio de energia para enfrentar este desafio! De novo!", disse ele.
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No primeiro dia da temporada 2023, o irmão de Aleix caiu na curva 10 de Portimão e atingiu a barreira de pneus. Ele teve de ser socorrido ainda na pista e foi levado e ambulância direto para um hospital próximo. Mais tarde, a classe rainha confirmou que o #44 sofreu “uma contusão pulmonar, fratura na mandíbula e fratura em uma vértebra dorsal”.
“Quando estava no hospital, depois da queda, tinha tantas fraturas no meu corpo que não conseguia sentir qual era mais dolorosa. O nível de dor estava nas nuvens, na lua. Era tanta. E eu estava cheio de analgésicos”, revelou o piloto de 31 anos durante uma visita ao paddock da MotoGP em Assen. “Mas quando comecei a despertar, podia sentir de onde vinha a dor. E foi duro. Em um momento, a dor vinha da boca, aí do pescoço, das costas, das costelas… Eu estava com tantos problemas no meu corpo que estar nessa situação depois de três meses é um milagre. Fiquei muito satisfeito”, comentou.
A demora para voltar às pistas, porém, se deu por causa das muitas fraturas de vértebras sofridas por Pol, que tardaram a consolidar.
“A três, a seis e a oito. A da seis não foi tão ruim, curou rapidamente, junto com a outra. Mas a 8, ela se partiu em quatro, além de ter perdido um pouco da altura da vértebra. Bom, não um pouco, bastante. Então é por isso que está levando um pouco mais de tempo para curar”, explicou no mês passado. “Eu poderia pilotar agora com as outras, estão mais duras do que antes, pois o osso cobriu. Mas a outra está levando um pouco mais de tempo”, seguiu.
“Com certeza, eu perdi 1,5 cm [de altura]. Mas, tudo bem, sou casado, tenho duas filhas, não ligo para isso! Mas, com certeza, vai levar mais algumas semanas, duas ou três mais, até que esteja completamente curado”, calculou.
A MotoGP volta às pistas neste final de semana, de 4 a 6 de agosto em Silverstone, para a disputa do GP da Grã-Bretanha. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2023.