Bagnaia vê Ducati 2023 “mais agressiva e nervosa”, mas avisa: “É um passo adiante”

Italiano destacou que ainda quer usar o teste de Portimão para acalmar a dianteira da GP23, mas se disse feliz e orgulhoso do trabalho feito com a nova moto. O campeão vigente fez um comparativo entre os dois protótipos e considerou que a versão mais nova é mais rápida

Francesco Bagnaia considerou que ainda que precise usar o teste de Portimão para acalmar a dianteira “mais agressiva e nervosa” da Desmosedici, a nova moto da Ducati representa um “passo adiante”. O italiano fechou o teste da pré-temporada na Malásia neste domingo (12) com o segundo melhor tempo, com 1min57s969.

Dono do #1, Pecco chegou à reta final deste último dia de testes em Sepang na beira do top-10, mas usou os últimos tempos de ataque para avançar na tabela. Para isso, a Ducati precisou mexer na moto, já que foi um dia com um pouco mais de percalços.

Francesco Bagnaia avaliou que é preciso acertar apenas alguns pequenos detalhes na Ducati em Portimão (Foto: Divulgação/MotoGP)
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“Estou feliz e orgulhoso do trabalho feito, sinceramente”, disse Bagnaia. “Ontem eu estava considerando o trabalho feito em um bom nível, mas hoje nós estávamos encontrando problemas em todas as áreas em que trabalhávamos”, contou.

“Na última hora do teste, fizemos uma grande mudança na eletrônica e demos um enorme passo adiante”, seguiu. “Ficou bem claro no tempo de volta, pois estávamos com pneus usados. Depois da mudança, fiz 1min59s1/11min59s0 com pneus usados e tudo estava resolvido”, relatou.

“Só fiz dois tempos de ataque na parte final do dia antes de começar a chover”, explicou.

Nesta bateria de testes, Pecco mostrou que segue forte em volta lançada, já que foi um dos únicos dois pilotos a rodar abaixo de 1min58s, 0s080 atrás de Luca Marini, que liderou o teste com 1min57s889.

“Com sempre, o primeiro ataque à tabela de tempos não foi fácil, pois você tem de fazer a área de forçar em outro limite”, comentou. “Mas eu me senti ótimo na moto e, naquele momento, estou bem certo de que vou seguir, quero realmente seguir o trabalho com a [moto] de 2023, pois é um passo adiante”, avaliou.

Bagnaia explicou que, ao longo do dia, sofreu para controlar o acelerador, com a moto derrapando e a roda dianteira perdendo contato com o asfalto. A mudança feita na GP23, no entanto, facilitou as coisas.

“Até a primeira saída depois do almoço, eu estava com dificuldade com a elevação, pois ela estava muito nervosa e era muito difícil abrir o acelerador ao máximo, porque a moto se movia muito e derrapava bastante”, detalhou. “No mesmo momento em que resolvemos isso, mudamos essa parte da elevação e tudo foi como usar a moto de 2022, mas com mais velocidade”, comparou.

“Agora o meu foco é dar outro passo com a dianteira. A única coisa que falta é na dirigibilidade, pois a da 2022 era um pouco mais fácil”, avaliou. “Essa é um pouco mais agressiva e nervosa, mas é algo em que podemos focar em Portimão, o que é muito importante”, concluiu.

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