Quartararo diz que é “bom” ter três pilotos separados por 17 pontos na MotoGP 2022

Mesmo com margem reduzida na liderança do Mundial de Pilotos, francês considerou que o novo cenário da classificação fará com que ele, Francesco Bagnaia, Aleix Espargaró e também Enea Bastianini entreguem tudo de si na reta final do campeonato

Fabio Quartararo perdeu 2/3 da vantagem que tinha na liderança da MotoGP 2022, mas avaliou que é “bom” ter três pilotos separados por só 17 pontos na classificação do Mundial de Pilotos. Na visão do titular da Yamaha, tanto ele, quanto Francesco Bagnaia, Aleix Espargaró e até Enea Bastianini vão dar tudo nas cinco últimas corridas do ano.

Fabio tinha 30 pontos de vantagem na classificação da MotoGP, mas uma queda no GP de Aragão abriu caminho para Bagnaia encurtar a diferença para só dez pontos. Aleix também aproveitou o revés e agora tem só 17 tentos a menos, com Bastianini aparecendo só 48 atrás.

CLASSIFICAÇÃO DA MOTOGP
⇝ Quartararo queima gordura com queda e vê rivais mais perto na MotoGP

Fabio Quartararo chega ao GP do Japão ainda mais pressionado na classificação da MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Às vésperas do GP do Japão, Quartararo descartou mudar de estratégia em 2022 e avaliou que essas últimas corridas terão os protagonistas do campeonato dando o máximo de si em cada uma das etapas.

Questionado sobre a corrida de Aragão, Quartararo respondeu: “No fim, o que posso fazer? Acho que agora, com 17 pontos entre os três… Não diria que é como no início do campeonato, quando todos forçavam para diabo. Mas acho que todos os três — e incluo Enea — querem o campeonato”.

“Mas, especialmente, ter só 17 pontos entre nós significa que vamos nos forçar ao máximo e, no fim, acho que isso é bom”, comentou.

Fabio, contudo, não chega ao Japão 100% fisicamente, já que sofreu abrasões em grande parte do peito no acidente em Aragão. Apesar da lesão, o francês não espera problema na corrida, mesmo que acredite que vai sentir arder um pouco no TL1.

“Fiz meu primeiro treino, então está ok. É só uma abrasão”, comentou. “É um pouco doloroso, mas acho que, na moto, não será um grande problema. Então, com certeza, vai arder um pouco na primeira sessão. Mas não acho que seja um problema para pilotar a moto”, previu.

Apesar do impacto da queda na liderança da MotoGP 2022, Fabio garantiu que não vai mudar a maneira como encara o campeonato, mesmo com a desvantagem da Yamaha no quesito velocidade e aceleração. O francês indicou que aprendeu lições do confronto com Joan Mir no campeonato de 2020.

“Para ser sincero, sempre tento correr no máximo. E acho que essa é uma lição que aprendi de 2020, quando ficava feliz por ganhar um ponto em cima de Joan”, contou. “No fim, ano passado vimos que quando tinha 30, 40 pontos [de vantagem na classificação] ainda estava tentando lutar pela vitória e dar o meu máximo”, apontou.

“Este ano é a mesma coisa. Nunca tive uma grande vantagem, mas, claro, vou dar 100% de mim nas últimas cinco corridas, mas já estava dando 100% antes. Então, em termos de pilotagem, não acho que vai realmente mudar”, encerrou.

O primeiro treino livre para o GP do Japão de MotoGP, em Motegi, está marcado para esta sexta-feira, as 3h05 (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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