Red Bull diz que "não queria passar vergonha" em parada tardia de Verstappen na Bélgica
Christian Horner, chefe da Red Bull, explicou negativa sobre pedido de Max Verstappen para buscar a volta mais rápida no GP da Bélgica. Segundo o britânico, os riscos da estratégia poderiam fazer a equipe "passar vergonha" em Spa
Uma cena curiosa se formou nos instantes finais do GP da Bélgica, no último domingo (30), quando Max Verstappen já liderava amplamente a corrida e sua vitória era apenas questão de tempo. Durante comunicação do holandês com seu engenheiro pelo rádio, o bicampeão recebeu a ordem de controlar o desgaste dos pneus por parte de Giampiero Lambiase — mas retrucou e ainda sugeriu apertar o ritmo para fazer um "treino de pit-stop" no meio da prova.
No entanto, a Red Bull rechaçou a possibilidade e manteve o piloto na pista até o fim, perdendo o ponto extra da volta mais rápida para Lewis Hamilton. Chefe dos taurinos, Christian Horner explicou o momento e disse que, em um fim de semana tão forte da equipe, não havia necessidade de correr riscos a mais para somar um único tento.
"Não [valia a pena], e foi por isso que não paramos", disse Horner. "Não queríamos ser muito gananciosos, porque vencemos a corrida sprint, conseguimos um 1-2 e não queríamos passar vergonha, comprometendo isso por algum motivo. Não acho que alguém vá perder o sono porque perdemos um ponto", explicou.

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"Ficamos um pouco preocupados com os pneus, era possível ver que eles estavam começando a abrir um pouco", avaliou. "E não queríamos que [o desgaste] fosse profundo demais. Então, era apenas sobre finalizar a corrida", destacou.
Largando em 6º, Verstappen teve um início mais tranquilo de prova, contornando a curva 1 com o objetivo de evitar acidentes. A partir daí, o holandês passou a imprimir ritmo e foi ultrapassando um por um.
Sua passagem sobre o companheiro Sergio Pérez, aliás, não deu nem chances de defesa ao mexicano. Horner fez questão de elogiar novamente o desempenho do bicampeão, principalmente depois da troca para os compostos médios.
"Ele fez uma corrida incrível, um grande trabalho para chegar ao 2º lugar e, depois do pit-stop, sua corrida realmente ganhou vida com os pneus médios", elogiou Horner. "'Checo', obviamente, não defendeu de forma muito dura por causa da diferença de velocidade entre os dois", analisou.

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"Com os pneus médios, 'Checo' definitivamente não estava tão confortável quanto Max", argumentou. "Precisamos entender porque ele sofreu tanto com os compostos médios", finalizou o chefe da Red Bull.
Com a 10ª vitória em 12 corridas na temporada, Verstappen chegou a 314 pontos no campeonato. Pérez aparece em seguida, com 189 tentos, enquanto Fernando Alonso [149], Lewis Hamilton [148] e Charles Leclerc [99] completam o top-5.
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