Red Bull diz que "não faz sentido" manter limite de voltas por stint na F1 após Catar
Chefe da Red Bull, Christian Horner disse ter entendido as mudanças nas regras da F1 após os problemas com os pneus no GP do Catar, mas afirmou que não apoia a manutenção do limite de voltas por stint no futuro
Os problemas enfrentados pelos pneus da Pirelli no GP do Catar, 17ª etapa da temporada 2023 da Fórmula 1, geraram uma corrida bastante diferente do habitual, com três paradas obrigatórias e 18 voltas de limite para cada composto ao longo da prova. Assim, ainda que artificialmente, a disputa trouxe certa imprevisibilidade quanto aos efeitos das mudanças na pista, mas não agradou equipes e pilotos no geral. Christian Horner, chefe da Red Bull, disse que "não faria sentido" pensar em manter o limite de voltas por stint no futuro.
"Acho que você precisa dar liberdade. E isso gera criatividade", disse Horner. "Paradas obrigatórias? Isso terá efeitos no final da classificação, em quantas voltas você faz, para guardar pneus para a corrida. Então, para mim, não faz sentido", afirmou.
"Você quer ser o mais rápido possível na corrida, seja com uma, duas ou três paradas", analisou. "É nesse ponto em que precisamos estar", destacou.
Apesar de não ter gostado das alterações, Horner admitiu que entendeu a preocupação da Fórmula 1 com a segurança dos pilotos. Segundo o britânico, as regras diferentes trouxeram outros tipos de desafios aos estrategistas.
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"Pensando na segurança, entendo totalmente as mudanças. Estrategicamente, não era o melhor plano para essa corrida — com duas paradas e o desgaste dos pneus, algumas outras coisas entrariam em cena. Mas foi uma corrida diferente, e testou os estrategistas de uma forma diferente", apontou.
Sobre a estratégia da Red Bull, que novamente tinha Max Verstappen liderando o pelotão, o inglês explicou que o foco era manter o neerlandês seguro na ponta, principalmente em caso de um safety-car. Para a equipe austríaca, que venceu 16 das 17 corridas de 2023, era tudo sobre limitar os riscos.
"A questão é que tornou tudo muito previsível, porque você sabia o máximo que os outros carros podiam fazer nos stints. Para nós, foi sobre gerenciar os riscos e a exposição a um safety-car nas últimas dez voltas. Por isso, fomos além da estratégia ideal", disse.
"Queríamos garantir que tivéssemos uma garantia, para o caso de algum piloto atrás conseguir uma parada grátis, com Max [Verstappen] usando os melhores pneus possíveis. Então, foi uma estratégia de limitar os riscos, principalmente nas últimas dez voltas", finalizou.
A Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, entre os dias 20 e 22 de outubro, em Austin, com o GP dos Estados Unidos, o primeiro da última perna tripla da temporada. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.