Mazepin reforça que “não vai desistir da Rússia” para ter chance de voltar a correr na F1

Nikita Mazepin falou à imprensa russa que respeita o posicionamento de pilotos como Robert Shwartzman e Konstantin Zhiltsov, que adotaram a bandeira de Israel para seguirem nas competições esportivas, mas que não fará algo semelhante

As sanções impostas aos pilotos russos em consequência da guerra contra a Ucrânia ainda são bastante questionadas por Nikita Mazepin. O ex-piloto da Haas falou sobre os casos recentes de competidores que optaram por mudar a cidadania para ter uma chance de participar de competições sob a chancela da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e reiterou que não vai desistir da bandeira do seu país.

No início de março, a FIA determinou que os pilotos russos e bielorrussos teriam de correr sob uma bandeira neutra para continuarem nas competições. Mesmo com a brecha, a Haas, que já havia retirado o patrocínio da russa Uralkali, optou por romper contrato com Mazepin.

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O russo Robert Shwartzman corre sob a bandeira de Israel (Foto: Ferrari)

Alguns pilotos russos decidiram mudar a cidadania para não sofrerem sanções, como Robert Shwartzman e Konstantin Zhiltsov. Ambos agora competem sob a bandeira de Israel, mas Mazepin lembrou que “as pessoas não podem ser condenadas”.

“Somos atletas. Cada um teve uma escolha, e isso deveria ser respeitado”, disse o ex-Fórmula 1 ao ser questionado pela imprensa russa. “Zhiltsov não é o único [russo que adotou a cidadania israelense], Robert Shwartzman fez o mesmo. Há uma questão de considerações pessoais. Se você quer desistir do seu país pelo esporte, se isso é mais importante ou não para você — todo mundo escolhe por si mesmo, mas eu não farei isso”, garantiu.

Mazepin também foi questionado a respeito do piloto Sergey Karyakin, que revelou à agência de notícias RIA Novosti que os pilotos russos só teriam autorização para participar de competições internacionais, como o Rali Dakar, se fizesse uma declaração por escrito condenando os atos da Rússia contra a Ucrânia.

“Não foi uma surpresa para mim [as palavras de Karyakin]. Fui um dos primeiros a receber esse documento e o estudei claramente, no início de março. É uma decisão de cada um”, acrescentou Mazepin, sem deixar claro o seu posicionamento sobre a guerra. “Gostaria que cada atleta tivesse a chance de ser neutro, luto por isso. Conheço Sergey muito bem, conheço sua posição e a respeito.”

Por fim, o russo disse que ainda tem esperanças de ver a F1 novamente em seu país. “Aceitei com muita tristeza [a demissão da Haas], percebi que tudo caminhava para isso. Sinto muito. Lembro das sensações incríveis quando corri na Rússia. Gostaria que pilotos e fãs voltassem a experimentar isso em breve. Mas as coisas podem mudar bem rápido, tanto negativa quanto positivamente. Espero pelo melhor”, concluiu.

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