McLaren vê necessidade de equilíbrio e dinâmica para tornar Norris campeão
Para Andrea Stella, chefe da McLaren, Lando Norris tem talento para se tornar campeão. No entanto, antes de atingir o topo, é preciso ser um pouco menos rígido nas autocríticas
A McLaren está satisfeita com sua dupla de pilotos e constantemente rasga elogios para Lando Norris e Oscar Piastri. No entanto, nem tudo é perfeito e Andrea Stella, chefe da equipe, acredita que o #4 precisa melhorar em relação às autocríticas. Não que ele seja incapaz de reconhecer os próprios erros, mas sim por se cobrar mais que o necessário em algumas situações.
“Lando é uma pessoa muito honesta e acho que ele perpetua essa honestidade em todo tipo de relacionamento, inclusive consigo mesmo. Acho que ele quer ter certeza de que, se errar, ele entenderá do ponto de vista da honestidade. Ele não quer parecer arrogante, não quer parecer: 'Não estou reconhecendo que poderia ter feito melhor, então deixo isso bem claro’”, disse Stella.
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A fala do chefe da McLaren veio na esteira do GP do Catar, onde Norris cometeu erros nas duas classificações e perdeu a chance de vencer pela primeira vez na Fórmula 1. Na ocasião, Lando falou diversas vezes como havia feito “um trabalho ruim” e reiterou que, não fosse isso, poderia ter brigado pela vitória.
Para Stella, Norris se comporta dessa forma porque não quer ser visto como arrogante e quer deixar bem claro que sabe reconhecer os próprios erros. Contudo, aposta que o piloto britânico saberá lidar melhor com a situação à medida que ficar ainda mais experiente na F1.
“Mas, ao mesmo tempo, como eu disse antes sobre os campeões, você precisa encontrar o equilíbrio certo e a dinâmica certa em termos de comunicação com o mundo e em termos de comunicação consigo mesmo, para se colocar em posição de ter um desempenho hoje e em posição de continuar melhorando a cada dia”, afirmou o dirigente.
“Então eu acho que mesmo o quão duro ele foi consigo mesmo, especialmente após a classificação de sexta-feira, será um elemento de revisão – e essa revisão acontecerá novamente, muito honestamente, e ele irá calibrar ao longo do tempo para ver: ‘Quão duro eu realmente tenho que ficar comigo mesmo? Qual é o alvo aqui? Ser mais rápido em todas as curvas, em todas as voltas, em todas as sessões? Ou apenas ser o melhor, o que não implica todo o resto?’”, finalizou o chefe da McLaren.
A Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, entre os dias 20 e 22 de outubro, em Austin, com o GP dos Estados Unidos, o primeiro da última perna tripla da temporada. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.