Fórmula 1

Lawson diz que Red Bull deu "tiro no escuro" em GP da China: "Usaram para me tirar"

Mesmo meses depois de ser demitido da Red Bull, Liam Lawson segue remoendo o episódio e agora afirmou que um acerto experimental do carro na China foi usado para tirá-lo da equipe

A temporada 2025 de Liam Lawson começou com uma grande mancha depois que a Red Bull decidiu demiti-lo após apenas duas etapas. No GP do Japão, já estava de volta à Racing Bulls, enquanto Yuki Tsunoda estava ao lado de Max Verstappen no time principal da marca de bebidas energéticas. Agora, mais de quatro meses depois, o neozelandês segue remoendo o episódio e revelou que sentiu ter sido vítima de um “tiro no escuro” no GP da China.

Depois de um 15º lugar nada impressionante na abertura do ano, na Austrália, Lawson disse em entrevista ao portal RacingNews365 que a Red Bull mudou drasticamente o acerto do carro e arriscou demais para o GP da China, a segunda rodada. De início, sentiu que a decisão era para ajudá-lo, mas, depois da demissão, ficou com a impressão de que o tiro no escuro foi usado contra ele. 

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Em Xangai, Lawson ficou apenas em 16º, enquanto Verstappen cruzou a linha de chegada em quarto depois de subir no pódio na rodada anterior, em Melbourne. Com isso, os resultados falaram mais alto e a Red Bull optou pela demissão do neozelandês. 

“Na China, demos um tiro no escuro com o acerto do carro para tentar aprender algo. Eu entendia que isso era para me ajudar a me desenvolver para o futuro, para ter uma noção melhor do carro. Então, fiquei feliz em pilotar com esse tipo de acerto. Mas aquele desempenho foi basicamente usado para me tirar da equipe”, disse Lawson, que também falou que esperava mais paciência por parte da esquadra. 

Liam Lawson disputou apenas duas corridas pela Red Bull (Foto: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull Content Pool)

“Se olhar como outras equipes abordam a chegada de um piloto jovem e observar os dias de teste, o tempo no carro, a quantidade de testes que, por exemplo, Kimi fez no passado antes de correr este ano — nós não fizemos nada disso. Foram dois finais de semana em duas pistas nas quais eu nunca tinha corrido, sendo que uma delas era uma sprint. Não foram finais de semana tranquilos. Tivemos problemas de confiabilidade nos testes no Bahrein e também em Melbourne”, revelou. 

Desde que voltou à Racing Bulls, Lawson já somou 20 pontos e está na 15ª posição do Mundial de Pilotos. Porém, o jovem piloto não se limita a apenas criticar a Red Bull, já que entende que também deveria ter performado melhor e admite que foi “um pouco ingênuo” durante a curta passagem pela equipe.  

“Houve algumas coisas nesse período que tornaram tudo mais difícil. Não foram dois finais de semana limpos. E, pelos meus próprios padrões, não foram bons o suficiente. Obviamente, estava me esforçando ao máximo, tentando pegar o ritmo o mais rápido possível”, garantiu Lawson. 

“Se eu soubesse que teria só duas corridas, provavelmente teria feito algumas coisas de forma um pouco diferente. Mas, na época, não sabia. Talvez tenha sido um pouco ingênuo, mas achei que teria mais tempo e a chance de aprender”, encerrou.

Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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