Honda foge de metas, mas garante “potencial para ser bem-sucedida” em 2026
Koji Watanabe, presidente da divisão de corridas da Honda, não estabeleceu um objetivo para 2026, mas disse que o projeto com a Aston Martin pode ser bem-sucedido
Com o fim da temporada de 2025, a Honda se despede da Red Bull e já se prepara para iniciar uma nova parceria com a Aston Martin. A partir do ano que vem, quando entra em vigor o novo regulamento dos motores, a marca japonesa será fornecedora da equipe britânica, e a nova parceria é cercada de expectativas. Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, evitou colocar metas para 2026, mas disse que existe um grande potencial para que a aliança seja positiva.
A Fórmula 1 está prestes a passar por uma grande reformulação. Isso porque, a partir do ano que vem, o regulamento dos carros e dos motores vai passar por uma mudança considerável. Aproveitando o momento de transição, a Aston Martin promoveu uma grande reformulação e, além do alto investimento na nova fábrica, contratou Adrian Newey a peso de ouro e desfez a parceria com a Mercedes para ser a única cliente dos motores da Honda.
A Honda trabalhou com a Red Bull entre 2019 e 2025 — parte desse período com Newey na equipe austríaca — e conquistou títulos tanto no Mundial de Pilotos quanto no de Construtores. Por isso, ao reviver a parceria com o lendário projetista em uma equipe com alto investimento, a expectativa é que a união renda frutos. Watanabe, no entanto, evitou traçar metas para 2026, mas disse que existe potencial para alcançar sucesso nos próximos anos na F1.
“Para mim, 2026 é o ano para garantir que a parceria que criamos entre a Aston Martin e a Honda esteja funcionando conforme o planejado, como uma equipe integrada. Precisamos garantir que tenhamos os valores que almejamos e que alcancemos nossas metas de desempenho. O que não podemos prever, e está além do nosso controle, é a situação dos nossos concorrentes. Antes de sabermos isso, não podemos falar de nada além de atingir nossos próprios objetivos internos para a temporada. É claro que, a longo prazo, o objetivo final desta parceria, e a nossa definição de sucesso, é conquistar o título”, disse o presidente da Honda.

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“É muito importante ter uma visão de longo prazo. Nossa relação com a Aston Martin vai além de uma colaboração técnica – compartilhamos uma visão comum. Há muita paixão na equipe, mas também muita qualidade. Junte isso à capacidade de desenvolvimento da Honda e habilidade em fornecer unidades de potência vencedoras, e temos o potencial para sermos bem-sucedidos na F1, não apenas em 2026, mas também em 2027, 2028 e nos anos seguintes. Estamos às vésperas de algo muito especial”, finalizou o presidente da Honda.
A Fórmula 1 está oficialmente de férias. Os carros voltam a acelerar entre os dias 26 e 30 de janeiro, nos testes privados de Barcelona, e seguem depois para o Bahrein — para mais duas sessões da pré-temporada, de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 do mesmo mês. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2026.
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Calendário F1 2026: quais corridas estarão presentes na nova temporada da Fórmula 1
A Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgaram em junho o calendário da temporada de 2026. A categoria manteve os 24 eventos, mas realizou algumas mudanças. A principal é a saída do GP da Emília-Romanha, em Ímola, para a entrada do GP da Espanha, em Madri. Além disso, o GP de Mônaco acontecerá em junho, enquanto o GP do Canadá foi movido para maio, conflitando as datas com a Indy 500. O GP de São Paulo segue no calendário como a 21ª etapa.
Assim como em 2025, a temporada 2026 da F1 tem início em Melbourne, na Austrália, mas agora entre os dias 6 e 8 de março. E a sequência de corridas segue praticamente a mesma, passando por China, Japão, Bahrein, Arábia Saudita e Miami. A primeira grande mudança acontece já na sétima etapa, com o GP do Canadá.
Veja como ficou o calendário da F1 2026.