FIA garante que Andretti terá motor para correr na F1 e indica: "Alpine ou Honda"
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, garantiu que as equipes não podem vetar a Andretti, e mesmo se o time americano não tiver motores, a própria entidade pode intervir e garantir um fornecedor até a chegada da GM
Totalmente favorável à entrada da Andretti na Fórmula 1 em 2025, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) garantiu que a equipe americana terá unidades de potência até a aguardada chegada dos propulsores fabricados pela General Motors. O presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, ainda indicou quem seriam os fornecedores, de acordo com o próprio regulamento: Alpine ou Honda.
Na última semana, a Renault, marca por trás da Alpine, revelou que o pré-acordo de motores que existia com o time de Michael Andretti havia expirado em março deste ano. A questão, no entanto, é que chefe interino da base em Enstone, Bruno Famin, deixou claro que não havia interesse em retomar as negociações enquanto não houvesse certeza da aprovação da chegada da esquadra estadunidense por parte das demais equipes do grid, além do Liberty Media (responsável pela parte comercial da Fórmula 1).

É uma situação delicada, pois tal aprovação pode vir somente em março de 2024, deixando a Andretti sem escolha a não ser buscar um fornecedor de chassi e motor para sua tão sonhada estreia na última escada dos monopostos. Sulayem foi questionado sobre o tema pela imprensa e assegurou que não há como os americanos serem barrados pela questão das unidades de potência, pois a própria FIA entraria na jogada para assegurar a participação do novo time.
"Motores não são construídos em quatro ou cinco anos", lembrou Sulayem. "De início, Andretti terá de fechar acordo com um dos dois motores. A questão é que, com as regras, ninguém pode dizer não a eles. Se todas as equipes disserem não, então a FIA terá o poder de seguir e dizer que ao menos dois [fabricantes de motores] serão usados, e então escolheremos um", afirmou.
"Não é segredo, e estou certo de que é Alpine ou Honda, um deles venceria porque são as regras", completou Sulayem, referindo-se às fabricantes que estão ligadas a apenas uma escuderia, podendo, com isso, ter mais uma cliente. Audi, por exemplo, até se aplicaria, porém o regulamento isenta novas montadoras de atenderem mais de uma equipe no campeonato.
Ainda sobre as regras, o chefe da FIA acrescentou que qualquer decisão referente à Andretti será feita de acordo com o que diz tanto o regulamento esportivo quanto o Pacto da Concórdia. "Vamos segui-las, seja do regulador ou do promotor."
"Estou otimista com a GM chegando com a unidade de potência. Muito otimista, não apenas otimista. Nos últimos 20 meses, ter duas grandes OEMs (fabricantes de equipamentos originais, da sigla em inglês), Audi e Andretti/GM, e ter uma unidade de potência da Audi — e estamos na direção certa para ter uma da Cadillac —, é uma conquista", concluiu Sulayem.
Para ter o fornecimento de unidades de potência de Alpine ou Honda para a temporada 2025, a Andretti precisa fazer tal solicitação até 1º de junho do ano anterior à sua entrada — ou seja, 2024.
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