Ex-chefe cutuca plano de 'vitória em 100 corridas' da Alpine: "Sabia que erraria"
De acordo com Cyril Abiteboul é impossível cravar um número exato de corridas até se encontrar com as vitórias na Fórmula 1, uma vez que todas as equipes trabalham com o mesmo objetivo
Cyril Abiteboul, que foi chefe da Renault entre as temporadas 2016 e 2020, criticou os rumos que a Alpine tem tomado desde que deixou o cargo de dirigente. Na época, Laurent Rossi, Rossi afirmou que depois de um projeto de “100 corridas” equipe se tornaria competitiva a ponto de brigar constantemente por pódios e vitórias. Abiteboul, no entanto, criticou a atitude.
A Alpine passa por um momento de crise na Fórmula 1. Depois de os propulsores Renault serem considerados cerca de 33 hp — medida de potência do motor — abaixo dos rivais, a equipe promoveu um bota-baixo e demitiu o chefe Otmar Szafnauer, o diretor-esportivo Alan Pérmane e o executivo-técnico Pat Fry.
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Os problemas vieram algum tempo depois da declaração de Rossi, que previa uma Alpine vitoriosa em um período de 100 corridas. Por isso, Abiteboul aproveitou a oportunidade para cutucar o executivo.
“O plano de quantificar 100 GPs… Por que não 120, ou 80? Não entendo. Quando você começa a apresentar um plano como esse, com certeza errará porque não sabe o que os outros estão fazendo na Fórmula 1. Os investimentos colossais da Aston Martin, o incrível impulso da Red Bull, nada disso vai parar só porque o 99º GP de Laurent Rossi está chegando”, disse Cyril.
“A gestão anterior fez questão de fazer um reset total depois da minha saída, o que envolveu a demissão de cerca de quinze pessoas. Nós subestimamos isso o tempo todo na F1, como em outros setores altamente competitivos: leva tempo para conseguir alguém da competição. Quando você perde 15 pessoas e contrata, leva dois ou três anos para entrar em vigor. A remodelação que Laurent Rossi decidiu fazer, nós nem vimos seu impacto”, finalizou.
Embora tenha conquistado um terceiro lugar com Esteban Ocon no GP de Mônaco, a Alpine não vive uma boa temporada em 2023. Os franceses estão apenas na sexta colocação no Mundial de Construtores com 57 tentos.