Ocon diz que mantém conexão com Mercedes e vê “futuro interessante” à sua espera na F1

Mesmo tranquilo para as próximas temporadas e confiante no futuro, Esteban Ocon lembrou que nada é garantido na Fórmula 1 e, por isso, precisa buscar estar sempre no topo

Em meio ao caos que se tornou a Alpine após o anúncio da saída de Fernando Alonso ao final da temporada 2022 da Fórmula 1, Esteban Ocon parece ser a pessoa mais sossegada da equipe quando o assunto é o futuro. E isso se dá não só pelo contrato garantido até 2024 com a base em Enstone, como também à ligação que ele ainda mantém com a Mercedes.

A conexão de Ocon com a Mercedes é antiga. O francês foi apoiado oficialmente pela montadora entre 2015 e 2019, e foi graças a ela que conseguiu as suas duas primeiras vagas na F1: na Manor em 2016 e na Racing Point em 2017 e 2018. Ao perder o lugar nesta última para Lance Stroll, virou reserva do time de Brackley em 2019, isso até ser recrutado pela Renault para 2020. A relação com Toto Wolff deixou de ser formal, mas ainda pesa.

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Esteban Ocon parece tranquilo quanto ao futuro na F1 (Foto: Alpine)

O piloto de 26 anos foi questionado pela revista inglesa Autosport como é a atual relação com o chefão da Mercedes, e ele revelou que ainda mantém conversas. “Sim, nós conversamos, ainda mais porque Gwen Lagrue, empresário que também trabalha na Mercedes, ainda está me ajudando”, declarou Ocon.

“Então ainda há essa conexão, embora eu seja um piloto da Alpine e meu trabalho esteja aqui atualmente. Eu tenho um bom contrato que termina ao final de 2024, e um futuro muito interessante me espera”, avaliou.

A Alpine ainda não definiu quem será o seu companheiro de equipe para o ano que vem, mas há uma boa chance de ser Pierre Gasly, uma vez que a AlphaTauri considera colocar o holandês Nyck de Vries no lugar do francês. O cenário, no entanto, deixa Ocon com apenas uma certeza. “Sei que nada é certo na Fórmula 1.”

“Mesmo que tenha vencido corridas ou enfrentado um campeão como Fernando [Alonso], você não tem um futuro garantido”, acrescentou o piloto, citando o exemplo de Daniel Ricciardo, que mesmo tendo no currículo uma passagem vitoriosa pela Red Bull, está sem vaga para 2023.

“Há dois anos, ele [Ricciardo] estava no grupo dos tops, e hoje não tem garantias de correr ano que vem. Você tem de estar no topo sempre — cuidado com aqueles que desistem!”, finalizou Ocon.

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